Centro de Imunização do IPGO

O Centro de Imunização do IPGO possui vacinas para quase todas as doenças e faixas etárias. Informações pelo telefone: (11) 3057-3003 – Rua Abílio Soares, 1.111 – São Paulo – SP

O Centro de Imunização conta com a vacina da gripe e pode ser tomada a partir dos 6 meses de idade.

A Vacina da HPV também está disponível. Informações: (11) 3057-3003

Não há dúvida de que uma das melhores e mais eficientes maneiras de se prevenir as doenças é pela imunização. As vacinas estimulam a produção de anticorpos no organismo, que farão a defesa natural contra as infecções às quais foram programados para combater. A imunização é tão importante e eficaz que frequentemente são realizadas campanhas pelos governos obrigando crianças e adultos a receberem vacinas. É extremamente importante todas as pessoas tenham conhecimento da importância da prevenção das doenças. As mulheres que pretendem ter um filho ou que serão submetidas a tratamentos de infertilidade tenham consciência da importância de estarem imunizadas contra doenças que poderão afetar o futuro de seus bebês e de suas gestações. Grande parte delas desconhece a importância de estar em dia com o calendário da vacinação recomendado e as sérias consequências de doenças, que podem ser evitadas, para si e para o bebê na gravidez. É importante que mulheres e casais sejam informados das recomendações antes de engravidarem. O ideal é que a imunização sempre ocorra antes da gestação, uma vez que muitas vacinas não podem ser aplicadas durante a gravidez. As futuras gestantes devem proteger seus bebês antes mesmo de serem planejados.

A vacinação em mulheres em idade fértil ou em tratamento de fertilidade é fundamental, pois protege a mulher de doenças importantes, evita infecções intrauterinas, previne malformações fetais e até mesmo um aborto espontâneo, além de dar uma imunização passiva ao bebê, pela transferência de anticorpos via transplacentária, que ocorre durante a gestação (principalmente durante as últimas quatro ou seis semanas) e pelo leite materno no período de amamentação. Durante a gravidez, a vacinação só deve ser indicada em situações de perigo quando os benefícios são superiores aos riscos. Exemplos: viagens para locais de alto risco de contaminação, profissões de risco e doenças crônicas. Nessas situações o uso de Imunoglobulinas é uma boa alternativa. Deve-se lembrar que quando a mulher não estiver imunizada e já tiver dado à luz o primeiro bebê, recomenda-se que, logo após o nascimento, ainda no período chamado puerpério, ela receba as vacinas indicadas, uma vez que estará frequentando centros de vacinação com o seu filho e provavelmente não deverá engravidar nos próximos meses.

A vacinação para mulheres que desejam engravidar está resumida na Tabela 1, publicada nos Estados Unidos pela CDC (Centers for Disease Controland Prevention) e ampliada pelo IPGO em um estudo realizado que se baseou em pesquisa bibliográfica mundial. Por essas pesquisas recomenda-se que a imunização deve ser feita antes do início do tratamento de infertilidade.

Vacinas disponíveis http://www.gsk.com/

Conheça as nossas principais vacinas:

Tabela 1: Imunização para mulheres adultas entre 19 e 45 anos

ImunizaçãoAgenteDoseAdministração na gestaçãoPuerpérioIntervalo para outra gestação
Sarampo, Caxumba e Rubéola (tríplice viral)Vacinas vivas atenuadasUma dose se não houver confirmação anterior de sorologia negativaNão* (B)Sim1 mês
(Varicela) CataporaVacinas vivas atenuadasDuas dosesNão* (B)Sim1 mês
Influenza (gripe)Vacinas inativadasUma dose no período de contágio máximo (inverno) – sugestão: entre abril e maioSimSimNenhum
Difteria – Tétano – Coqueluche ou Pertussis (dTaP)Vacinas inativadasUma dose a cada 10 anosSim* (A)SimNenhum
Difteria – Tétano  (dT)Vacinas inativadasUma dose a cada 10 anosSimSimNenhum
PneumocócicaVacinas inativadasDose única para pessoas em situações especiais de riscoSimSimNenhum
Hepatite AVacinas inativadasDuas doses com intervalo de 6 mesesSim* (A)SimNenhum
Hepatite BVacinas inativadasTrês doses com intervalo de 1 mês entre a 1ª e a 2ª e de 5 meses entre a 2ª e a 3ª.SimSimNenhum
MeningocócicaVacinas inativadasDose única para pessoas que têm histórico de contatoSimSimNenhum
RaivaVacinas inativadasDose única para pessoas em situações de risco muito especiaisSim* (A)SimNenhum
Febre AmarelaVacinas vivas atenuadasPara habitantes de áreas endêmicas ou os que a elas se dirigemNão* (B)Sim1 mês
HPVModificadas geneticamenteTrês doses – suspender no caso de gestação inesperadaNãoSimApós a 3ª dose

A – Considerar situações de risco especial. B- Vacinas contraindicadas na gestação: em situações de exposição, pode-se utilizar imunoglobulina (imunização passiva).

Conclusão: A vacina em mulheres na idade reprodutiva, antes ou durante a gestação, confere a elas resistência a doenças e, ao recém-nascido, uma imunidade passiva. A imunização deve ser realizada preferencialmente antes dos tratamentos de infertilidade, pois algumas delas não podem ser administradas no período da gestação. A vacina MMR deve ser prescrita para todas as mulheres que não comprovarem imunidade desta doença. A imunização para vírus influenza deve ser realizada antes, mas pode ser realizada durante a gravidez. Catapora, Pneumococos, Hepatite A, Hepatite B e Meningococos são indicadas em condições específicas e devem ser aplicadas antes da gestação. Não existem indicações de que as vacinas Pneumococos, Hepatite A, Hepatite B e Meningococos, administradas durante a gravidez, causariam complicações à gestação

Calendário de Vacinação da MULHER

Recomendações da Associação Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2011

MULHER Observação

Sempre que possível, evitar a aplicação de vacinas no primeiro trimestre de gravidez. Vacinas de vírus vivos (tríplice viral, varicela e febre amarela), se possível e de preferência, devem ser aplicadas pelo menos um mês antes do início da gravidez.

Comentários

1. Vacina de vírus atenuados de risco teórico para o feto, portanto, contra indicada em gestantes.

2. A vacina contra hepatite A é vacina inativada, portanto, sem evidências de riscos teóricos para a gestante e o feto. Deve ser preferencialmente aplicada fora do período da gestação, mas em situações de risco a exposição ao vírus não está contraindicada em gestantes.

3. A vacinação de mulheres com mais de 26 anos é considerada segura e eficaz por órgãos regulatórios de alguns países do mundo. A melhor época para vacinar é a adolescência, mas, a critério médico, mulheres com mais de 25 ou 26 anos, mesmo que previamente infectadas, podem ser vacinadas.

4. A vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) é vacina inativada, portanto, sem evidências de riscos teóricos para a gestante e o feto e não contra indicada nessa fase. O uso de dTpa em gestantes é recomendado após a 20ª semana de gestação. No entanto, devemos ressaltar que não há dados que descartem a possibilidade de interferência na resposta imune à vacina triplice bacteriana aplicada na criança.

Recomenda-se: *Histórico vacinal *Conduta na gravidez *Conduta após a gravidez *Previamente vacinada, com pelo menos três doses de vacina contendo o toxoide tendo recebido a última dose há menos de cinco anos.

Nada ou dTpa. Fazer dTpa no puerpério se optou por não vacinar durante a gestação. Previamente vacinadas, com pelo menos três doses de vacina contendo o toxoide tendo recebido a última dose há mais de cinco anos. Uma dose de dT ou dTpa. Fazer dTpa no puerpéro, se optou por vacinar com dT durante a gestação. Em gestantes que receberam vacinação incompleta contra tétano, tendo recebido apenas uma dose na vida. Aplicar uma dose de dT e uma dose de dTpa ou dT com intervalo de 2 meses. Fazer dTpa no puerpéro, se optou por não vacinar com dTpa durante a gestação.

Em gestantes que receberam vacinação incompleta contra tétano, tendo recebido apenas duas doses na vida. Uma dose de dT ou dTpa. Fazer dTpa no puerpéro, se optou por não vacinar com dTpa durante a gestação. Em gestantes com vacinação desconhecida, aplicar uma dose de dT e uma dose de dTpa ou dT com intervalo de 2 meses. Fazer dTpa no puerpéro, se optou por não vacinar com dTpa durante a gestação.

5. A gestante inclui-se no grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus da influenza. A vacina de influenza está indicada nos meses da sazonalidade do vírus, mesmo no primeiro trimestre de gestação.

6. A vacina contra a febre amarela, apesar de vacina de vírus atenuado de risco teórico para o feto (e por isso contra indicada para gestantes), nos locais em que a doença seja altamente endêmica e os riscos de adquirir febre amarela superem os riscos de eventos adversos graves pela vacina antiamarílica, esta deve ser aplicada mesmo durante a gravidez. Essa vacina está contra indicada durante a lactação até que o bebê complete seis meses de idade.

7. As vacinas meningocócicas conjugadas são inativadas, portanto sem evidências de riscos teóricos para a gestante e o feto. No entanto, na gestação está indicada apenas nas situações de surtos da doença. A vacina meningocócica conjugada quadrivalente (tipos A.C,W135 e Y) deve ser considerada opção para a imunização das adolescentes e mulheres adultas.

Observação: Sempre que possível, evitar a aplicação de vacinas no primeiro trimestre de gravidez. Vacinas de vírus vivos (tríplice viral, varicela e febre amarela), se possível e de preferência, devem ser aplicadas pelo menos um mês antes do início da gravidez.

Comentários:

1. Vacina de vírus atenuados de risco teórico para o feto, portanto, contraindicada em gestantes.

2. A vacina contra hepatite A é vacina inativada, portanto, sem evidências de riscos teóricos para a gestante e o feto. Deve ser preferencialmente aplicada fora do período da gestação, mas em situações de risco a exposição ao vírus não está contraindicada em gestantes.

3. A vacinação de mulheres com mais de 26 anos é considerada segura e eficaz por órgãos regulatórios de alguns países do mundo. A melhor época para vacinar é a adolescência, mas, a critério médico, mulheres com mais de 25 ou 26 anos, mesmo que previamente infectadas, podem ser vacinadas.

4. A vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) é vacina inativada, portanto, sem evidênciasde riscos teóricos para a gestante e o feto e não contraindicada nessa fase. O uso de dTpaem gestantes é recomendado após a 20ª semana de gestação. No entanto, devemos ressaltar que não há dados que descartem a possibilidade de interferência na resposta imune à vacina tríplice bacteriana aplicada na criança.

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