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ENDOMETRIOSE INTESTINAL

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Sintomas, diagnóstico e tratamentos

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Dr. Arnaldo S. Cambiaghi & Equipe IPGO

• Como os sintomas da endometriose intestinal não são específicos, todos os pacientes com endometriose com sintomas intestinais devem ser suspeitos e investigados.
• Embora a prevalência exata da endometriose intestinal na população em geral seja desconhecida, aproximadamente 4 a 37% das mulheres com endometriose podem ter endometriose intestinal.
• O cólon sigmoide e o reto são os mais comumente afetados.
• Até 37% das mulheres com endometriose também experimentam endometriose intestinal.
• Terapias hormonais podem melhorar os sintomas da endometriose intestinal, no entanto, a excisão cirúrgica é a melhor alternativa para dor, sintomas intestinais e fertilidade.
• As terapias hormonais podem não prevenir a progressão da endometriose intestinal, portanto os pacientes que recebem tratamento hormonal em longo prazo devem ser monitorados periodicamente.

 

RESUMO

Quando o tecido endometrial infiltra as paredes intestinais e atinge o interior dos intestinos ocorre a condição conhecida como “endometriose intestinal”. Estima-se que entre 3,8% e 37% das mulheres com endometriose são afetadas pela endometriose intestinal. As lesões de endometriose que se infiltram nos intestinos podem ter características diferentes, como o número e tamanho, a profundidade da infiltração da parede intestinal e a porcentagem de comprometimento dos intestinos. Todas essas características contribuem para os sintomas observados e as estratégias de tratamento adotadas.

Embora lesões menores não devam causar nenhum sintoma, lesões maiores podem provocar constipação, diarreia, inchaço abdominal, movimentos intestinais dolorosos, muco nas fezes ou sangramento retal cíclico. As principais razões para esses sintomas são o espessamento da parede intestinal pelos nódulos endometriais e alteração da fisiologia intestinal. É difícil dizer que a dor abdominal e pélvica são sintomas específicos da endometriose intestinal, porque também ocorrem com a endometriose pélvica, que muitas das mulheres com endometriose intestinal também têm.

O diagnóstico da endometriose intestinal é feito por meio de técnicas ultrassonográficas e radiológicas, como a ressonância magnética e a ultrassonografia transvaginal, que é mais bem tolerada pelos pacientes e prontamente disponível para os ginecologistas, que estão comumente envolvidos no diagnóstico da endometriose.
O tratamento para endometriose intestinal inclui terapia hormonal ou cirurgia. Pacientes com estenose intestinal (espessamento da parede intestinal) e aquelas que desejam engravidar não são boas candidatas à terapia hormonal em longo prazo (análogos injetáveis, Dieonogeste e, mais recentemente, Elagolix, entre outras novidades), que são conhecidas por inibir a ovulação. Embora a terapia hormonal possa melhorar os sintomas da endometriose intestinal, ela não impede o desenvolvimento ou a progressão do mal. Assim, pacientes que usam terapias hormonais de longa duração para tratar a endometriose intestinal ainda devem ser continuamente monitoradas para identificar qualquer possível progressão das lesões intestinais.

Para a cirurgia, atualmente é debatido se a ressecção intestinal segmentar ou excisão de nódulo é uma opção melhor. Dependendo das características das lesões intestinais (tamanho, número, profundidade de infiltração etc.), bem como da experiência e preferências do cirurgião, pode ser tomada uma decisão de realizar qualquer uma delas. A nodulectomia tem a vantagem de uma menor incidência de desfechos digestivos funcionais desagradáveis no pós-operatório (como aumento do número diário de fezes, constipação pós-operatória severa e disfunção urinária), mas a recuperação completa da função gastrointestinal é esperada após o procedimento cirúrgico.

 

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