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Melatonina, o “hormônio do sono”, melhora a fertilidade das mulheres

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A melatonina ajuda a combater endometriose, ovários policísticos e menopausa precoce, além de melhorar a fertilidade

A melatonina é um hormônio produzido no sistema nervoso central pela glândula pineal, uma pequena glândula situada no cérebro que ajuda a controlar o ciclo natural de horas de sono e de vigília e, por isso, é conhecida como “o hormônio do sono”, regulando os ciclos circadianos (dormir-acordar). Sua produção é estimulada pela escuridão e inibida pela luz. Tem papel benéfico e recuperador na qualidade do sono. Quantidades muito pequenas são encontradas em alimentos como carnes, grãos, frutas, legumes e até no vinho tinto. Uma vez sintetizada, a melatonina não é armazenada na glândula pineal, mas é logo liberada para a corrente sanguínea e outros fluidos corpóreos como bile, saliva, liquor, sêmen, líquido amniótico e fluido folicular. Já é documentado que a melatonina é um excelente antioxidante natural. A partir dos 30, 40 anos poderá prevenir – ou pelo menos retardar – doenças relacionadas com o envelhecimento, os radicais livres e os processos inflamatórios. Sua capacidade em eliminar radicais livres é extremamente útil no manejo de diversos males tais como câncer, doenças imunológicas, doença de Alzheimer, diabetes e infecções virais, além de promover imunidade, regular a pressão arterial e gerar um efeito antidepressivo.

Fertilidade:

Nos eventos reprodutivos como a formação dos folículos ovulatórios (foliculogênese), atrofia dos folículos (atresia folicular), ovulação, maturação dos óvulos e formação do corpo lúteo, há envolvimento de radicais livres. Recentes estudos têm demonstrado que a qualidade dos óvulos e dos embriões depende não só da formação genética e cromossômica, mas também do ambiente onde os óvulos se desenvolvem (fluido folicular que envolve os oócitos antes da ovulação). Assim, a melatonina, com sua ação antioxidante, é essencial e tem papel benéfico no processo reprodutivo.

Grandes quantidades de melatonina são encontradas no fluido folicular periovulatório (líquido que envolve o óvulo dentro do folículo), com concentrações maiores do que no sangue periférico. O próprio ovário parece produzir melatonina (pelas células da granulosa), mas a maior parte é absorvida da circulação sanguínea. Quanto maior o folículo, maior a concentração de melatonina.

Além de sua ação antioxidante, a melatonina também regula a função ovariana através da regulação da liberação de gonadotrofinas no eixo hipotálamo hipofisário. Os hormônios sexuais têm um importante papel no crescimento e diferenciação de células ovarianas. A melatonina influencia na produção desses hormônios – progesterona, estradiol e androstenediona – em diferentes estágios da maturação folicular, podendo diminuir ou aumentar suas concentrações.

Durante o processo de ovulação, grande quantidade de radicais livres é produzida. Esse excesso induz à apoptose (morte celular programada), resultando na atresia folicular (atrofia dos folículos). Níveis aumentados de melatonina diminuem a quantidade de radicais livres prevenindo essa atresia. O folículo é resgatado pela melatonina e continua seu desenvolvimento até se tornar um folículo dominante.

O balanço entre radicais livres e antioxidantes tem papel importante na maturação do óvulo (oócito) e na fertilização. A ação antioxidante da melatonina melhora a qualidade do oócito. A melatonina estimula diretamente a liberação de progesterona pelo corpo lúteo e o protege da ação de radicais livres conferindo manutenção da função lútea.

A falta de melatonina está relacionada ainda com endometriose e com a Falência Ovariana Prematura (FOP). Tem ainda papel de supressão em doenças autoimunes, proteção contra radiação e diminuição de efeitos de alguns quimioterápicos.

Em pacientes com SOP há diminuição de melatonina no fluido folicular.

Em pacientes com infertilidade, o tratamento com melatonina melhora a qualidade do oócito além de melhorar as taxas de fertilização e reduzir os danos oxidativos no fluido folicular. Entretanto, o uso de melatonina para pacientes com SOP, FOP e endometriose é limitado.

Suplementação medicamentosa

Em adultos, a melatonina é tomada em doses 0,2-20,0 mg , com base na razão para o seu uso. A dose certa varia muito de uma pessoa para outra, mas a média é de 3 mg. Mulheres em uso de 3 mg de melatonina têm aumento da concentração de melatonina no fluido folicular.

Informações à imprensa: LaVida Press

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