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Problemas imunológicos

Os problemas imunológicos têm sido responsabilizados por alguns casos de insucesso na Fertilização In Vitro e abortos de repetição. Alguns autores acreditam que muitos casos de falha são, na verdade, abortos muito precoces que, após um período curto de implantação embrionária não chega a ser detectado nos testes de gravidez, não evoluem e são eliminados. Existem controvérsias a respeito deste tema, mas os resultados positivos têm nos encorajado a prosseguir com tratamentos, que só devem ser indicados em situações especiais.

Perfil Th1 e Th2

As células T auxiliares (Th) são células do sistema imunológico que são ativadas quando o organismo necessita de uma reação a um determinado corpo estranho. Podem ser subdivididas em duas populações efetoras distintas, Th1 e Th2 e devem estar balanceadas. Th1 é pró-inflamatório, isto é, combatem agentes agressores ao corpo humano e as Th2 neutralizam a Th1. Células Th1 e Th2 desempenham papéis distintos em várias condições fisiológicas ou patológicas. É provável que, entre outros mecanismos, a resposta Th2 poderia proteger o embrião contra esta possível rejeição. O aumento da relação Th1/Th2 já foi observado não apenas em casos de abortamentos de repetição, mas também de múltiplas falhas de implantação em ciclos de fertilização in vitro.

Incompatibilidade de antígenos leucocitários entre o casal: (Cross-Match)

Este é um exame que não apresenta evidências científicas comprovadas de sua eficácia (Medicina Baseada em Evidências) e não é mais permitido pelo último relato da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – Ofício 2586/2015 CFM/DECCT. Por ser proibido, uma outra alternativa com eficácia semelhante é o Fator estimulante de colônias de granulócitos (G-CSF).

HLA-C/KIR (KIR= Killer Immunoglobulin-like Receptors e HLA-C = Human Leucocyte Antigen – Antígenos Leucocitários Humanos)

Este exame pode ajudar a melhorar as chances de um resultado positivo nos tratamentos de fertilização assistida ao definir que transferir para o útero UM ÚNICO embrião pode dar melhores resultados do que transferir DOIS OU MAIS. Isso se baseia no fato de que todas as mulheres têm, no seu útero, células imunológicas (chamadas NK) com receptores capazes de reconhecer o embrião quando esse chega ao útero materno. Estes receptores das células NK chamam-se KIR e se dividem em três grandes grupos genéticos (KIR AA, KIR AB e KIR BB). Eles têm função inibitória ou estimulatória sobre as células NK e importância fundamental na implantação dos embriões, na formação da placenta e, consequentemente, no próprio desenvolvimento da gestação. A ação dessas células, tão importantes para uma gestação normal, depende de uma perfeita interação imunológica entre uma molécula da superfície das células do embrião (chamada HLA-C) e os receptores KIR das células NK uterinas. Todo ser humano dispõe, em suas células, de antígenos (moléculas que interagem com o sistema imune) denominados HLA, que distinguem os antígenos do próprio organismo dos antígenos estranhos. Os antígenos HLA estão presentes em todas as células do corpo humano e coordenam a resposta imunológica do nosso organismo não só nos transplantes, mas também em diversas doenças e reações a medicamentos, estimulando a formação de células de defesa, os leucócitos e anticorpos. O antígeno do embrião é o HLA-C. O HLA-C do embrião pode ser de dois tipos: C1 e C2. A molécula C1 interfere pouco na atividade da célula NK, então pouco afeta a gestação. Já a C2 tem uma ação muito maior sobre os receptores KIR, sendo, então, mais importante para a gestação. Assim, com base no resultado do exame KIR do pai e da mãe, podemos decidir e optar pela transferência de um único embrião.

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