Para a gravidez começar, o embrião precisa se fixar no endométrio, a camada interna do útero. Esse momento se chama implantação.
A implantação depende de um conjunto: o embrião, o útero e o organismo da mulher. Por isso, quando uma transferência não resulta em gravidez, não é possível concluir que o problema estava no endométrio. A qualidade do embrião, a idade, a anatomia do útero e outros fatores também pesam.
O BCL6 é uma proteína que pode ser medida no endométrio. Alguns estudos encontraram níveis mais altos em mulheres com endometriose e resultados menos favoráveis de fertilização in vitro (FIV). Daí surgiu a proposta de usar o BCL6 como um sinal de inflamação do endométrio ou de endometriose “silenciosa”.
Mas é preciso separar o que o exame sugere do que ele prova. Um BCL6 positivo não confirma endometriose, não prova que o endométrio rejeitará o embrião e não define sozinho o tratamento. Este texto explica, passo a passo, como interpretar o resultado com segurança.
Índice
ToggleO que é o BCL6?
O BCL6 é uma proteína que funciona como um “interruptor” de genes dentro das células. Ela existe em vários tecidos do corpo, inclusive no endométrio.
O nome vem do inglês B-cell lymphoma 6, porque a proteína foi descrita primeiro em estudos sobre linfoma. Isso não significa que um resultado positivo indique câncer. No exame do endométrio, o BCL6 é usado apenas como um possível marcador de inflamação.
Por que ele interessa à reprodução
Em 2016, pesquisadores encontraram mais BCL6 no endométrio de mulheres com endometriose do que no de mulheres sem a doença. A partir daí surgiu uma hipótese em três passos:
- A endometriose provoca inflamação no útero.
- A inflamação aumenta o BCL6 e outra proteína parceira, a SIRT1.
- Juntas, elas deixariam o endométrio menos sensível à progesterona, o hormônio que prepara o útero para receber o embrião.
A hipótese faz sentido biologicamente. Mas uma ideia plausível não é o mesmo que um exame comprovado. Estudos mais recentes não conseguiram repetir vários dos achados iniciais, como mostram as próximas seções.
Como é feito o exame?
O BCL6 é medido em uma biópsia do endométrio: uma amostra pequena do tecido que reveste o útero por dentro.
Não confunda com a biópsia do embrião!
A biópsia embrionária retira algumas células do embrião, no laboratório, para exames genéticos como o PGT-A. A biópsia do endométrio é feita na mulher, no consultório. São procedimentos diferentes, com objetivos diferentes.
Passo a passo
- Coleta. O médico passa um tubinho fino e flexível pelo colo do útero e aspira um fragmento do endométrio. Leva poucos minutos. Pode causar cólica e um pequeno sangramento.
- Momento certo. Nos estudos originais, a coleta foi feita de 7 a 10 dias depois da ovulação. É a fase em que o útero estaria pronto para receber um embrião.
- Análise. O laboratório usa uma técnica chamada imuno-histoquímica, que “tinge” a proteína no tecido. A intensidade da coloração vira uma nota de 0 a 4, chamada HSCORE.
- Resultado. Nota acima de 1,4 é considerada positiva. No exterior, o exame é vendido com o nome comercial ReceptivaDx.
Por que o momento e os hormônios importam tanto?
A nota de corte de 1,4 foi definida em mulheres que ovulavam naturalmente, sem hormônios. Em outras condições, o resultado muda:
- Em 2023, um estudo mostrou notas de BCL6 mais baixas em ciclos preparados com progesterona do que em ciclos naturais.
- Em 2025, outro estudo viu que, quanto mais alta a progesterona no sangue no dia da biópsia, mais baixo o BCL6.
Na prática, a mesma mulher poderia ter resultado “positivo” em um tipo de ciclo e “negativo” em outro. Por isso, o laudo só pode ser interpretado sabendo em que fase e com quais hormônios a amostra foi colhida.
O que o resultado significa?
Um resultado positivo diz apenas que havia mais BCL6 naquela amostra, naquele dia. O quadro abaixo separa o que isso pode sugerir do que não prova.
UM BCL6 POSITIVO… | SIM OU NÃO? |
Pode estar ligado à endometriose ou a outra inflamação pélvica? | Sim, em alguns grupos estudados |
Confirma que você tem endometriose? | Não |
Mostra onde a endometriose está ou qual a sua extensão? | Não |
Prova que o endométrio não vai aceitar o embrião. | Não |
Explica, sozinho, por que uma transferência falhou? | Não |
Obriga a fazer bloqueio hormonal ou cirurgia? | Não |
Indica câncer ou linfoma? | Não |
E o resultado negativo? Ele não descarta endometriose e não explica todas as dificuldades de implantação. Se houver sintomas, a investigação continua.
O que os estudos encontraram
Os primeiros trabalhos foram animadores. Os seguintes, feitos por outros grupos, não repetiram os mesmos resultados.
ESTUDO | O QUE AVALIOU | O QUE ENCONTROU |
Evans-Hoeker, 2016. | BCL6 em mulheres com e sem endometriose. | Mais BCL6 na endometriose. Definiu a nota de corte de 1,4. |
Almquist, 2017. | 69 mulheres com infertilidade sem causa aparente, antes da FIV. | Nascidos vivos em 6 de 52 mulheres com BCL6 alto (11,5%) e em 10 de 17 com BCL6 baixo (58,8%). |
Likes, 2019. | Mulheres BCL6-positivas tratadas com bloqueio por 2 meses ou cirurgia, comparadas às não tratadas. | Melhores resultados nas tratadas. Só 10 mulheres no grupo do bloqueio, e sem sorteio entre os grupos. |
Nezhat, 2020. | 75 mulheres BCL6-positivas operadas por laparoscopia. | Endometriose em 96%. Não houve grupo BCL6-negativo para comparar. |
Klimczak, 2022. | Pacientes de FIV com boa resposta ovariana. | O BCL6 não se associou a nascido vivo. |
Huang, 2023. | BCL6 em diferentes preparos do endométrio. | A nota muda conforme o preparo hormonal. |
Lessey, 2024. | Bloqueio hormonal após falha com embrião geneticamente normal. | Resultado favorável, mas preliminar e sem sorteio. |
Huang, 2025. | BCL6 comparado ao teste de receptividade ERA. | Os dois exames não coincidem. |
Strug, 2025. | Estudo prospectivo e cego, com embriões geneticamente normais. | De 80% a 100% das mulheres de cada grupo tiveram BCL6 positivo. O exame não previu endometriose nem nascido vivo. |
Taggar, 2026. | Mulheres com endometriose confirmada e controles; BCL6-positivas tratadas e não tratadas. | Sem diferença de BCL6 entre os grupos. Tratar por causa do exame não mudou implantação. Aborto, nem gravidez em curso. |
Dois pontos ajudam a ler essa tabela:
- Estudos pequenos. Os números descrevem grupos de dezenas de mulheres. Eles não permitem prever o resultado de uma paciente em particular.
- Mesma origem. Boa parte dos estudos favoráveis veio do grupo de pesquisadores que desenvolveu o exame e licenciou sua tecnologia. Resultados assim precisam ser confirmados por equipes independentes, e isso ainda não aconteceu.
O que pode ser feito depois do resultado?
A conduta depende do conjunto da avaliação, e não do BCL6 isolado. Estes são oscaminhos possíveis, do mais básico ao mais invasivo.
1. Rever o caso por inteiro
Segundo a ASRM, a principal causa de falha de implantação é a alteração cromossômica do embrião, que aumenta com a idade da mulher. Antes de culpar o endométrio, vale revisar:
- a qualidade e a genética dos embriões transferidos;
- a cavidade do útero (pólipos, miomas, aderências, hidrossalpinge);
- a presença de endometrite crônica, uma inflamação tratável com antibiótico;
- hábitos como tabagismo e peso corporal.
2. Investigar endometriose de verdade
Se houver suspeita, o caminho é a avaliação clínica: sintomas, exame ginecológico, ultrassom especializado e, quando indicado, ressonância magnética. A ESHRE deixou de considerar a laparoscopia obrigatória para o diagnóstico.
3. Bloqueio hormonal antes da transferência
O bloqueio usa um remédio chamado análogo de GnRH, em geral por cerca de dois meses. Ele “desliga” temporariamente os ovários e derruba o estrogênio, o hormônio que alimenta a endometriose. Às vezes é associado ao letrozol, que reduz ainda mais o estrogênio.
- O que a ASRM diz: pode ser considerado em pacientes com endometriose ou adenomiose, conhecidas ou suspeitas, e falhas repetidas. A evidência é inconclusiva e não permite recomendação de rotina.
- O que a ESHRE diz: não recomenda o uso prolongado do análogo antes da FIV para aumentar os nascidos vivos em mulheres com endometriose, porque o benefício é incerto.
- Efeitos possíveis: ondas de calor, suor noturno, sono ruim, secura vaginal, mudanças de humor e perda temporária de massa óssea.
- Custo em tempo: dois a três meses de espera, o que pesa quando a idade é um fator.
4. Cirurgia
A laparoscopia pode ser avaliada quando existe indicação própria, como dor importante ou lesões vistas nos exames de imagem. Um BCL6 positivo, sozinho, não é motivo para operar.
5. Seguir para uma nova transferência
É uma opção legítima. A ASRM afirma que, quando a revisão do caso não mostra causa corrigível, exames extensos são desnecessários. É razoável prosseguir, porque muitas pacientes engravidam nas transferências seguintes.
Menopausa: por que o bloqueio hormonal não faz sentido
Na paciente que já está na menopausa, não tem sentido fazer bloqueio hormonal, mesmo com BCL6 positivo.
O remédio serve para desligar os ovários. Na menopausa, eles já estão desligados.
Como o bloqueio funciona
O análogo de GnRH age na hipófise, uma glândula na base do cérebro que comanda os ovários. Sem esse comando, os ovários param de produzir estrogênio. O resultado é uma “menopausa temporária”, criada pelo remédio. É essa queda do estrogênio que acalma a endometriose.
O que muda na menopausa
Na menopausa estabelecida, os ovários já não respondem ao comando da hipófise e quase não produzem estrogênio. O efeito que o remédio buscaria já aconteceu naturalmente. Não há o que bloquear.
À esquerda, o remédio interrompe o comando e o estrogênio cai. À direita, os ovários já pararam por conta própria: o remédio não muda nada.
Quatro razões, uma a uma
- Não há alvo. O remédio age sobre ovários que funcionam. Na menopausa, eles já pararam.
- Ele não age sobre os hormônios do preparo. A mulher na menopausa que vai receber um embrião toma estrogênio e progesterona para preparar o útero. O análogo de GnRH não bloqueia hormônios tomados em comprimido, adesivo, gel ou via vaginal.
- Não há estudos. As pesquisas sobre BCL6 e bloqueio citadas neste texto foram feitas com mulheres em idade reprodutiva, que ovulavam. Nenhuma avaliou mulheres na menopausa.
- O próprio exame não foi validado nessa situação. A nota de corte de 1,4 veio de ciclos naturais, com ovulação. Na menopausa, a biópsia só pode ser feita sob hormônios, hormônios mudam a nota.
O que sobra, então, é custo, injeções e dois a três meses de atraso, sem benefício esperado.
Situações parecidas, mas diferentes
- Perimenopausa. Quem ainda menstrua, mesmo de forma irregular, tem ovários que funcionam em parte. A discussão é a mesma das mulheres que ovulam, caso a caso.
- Menopausa precoce. Na insuficiência ovariana prematura, em geral, vale o mesmo raciocínio da menopausa.
- Endometriose conhecida e terapia hormonal. A conversa é sobre ajustar o tipo e a dose dos hormônios usados, e não sobre acrescentar um bloqueio.
- Letrozol. Ele age de outra forma, reduzindo o estrogênio produzido fora dos ovários. Não há estudos que justifiquem usá-lo na menopausa por causa de um BCL6 positivo.
O que dizem as sociedades médicas
As duas principais sociedades de medicina reprodutiva do mundo chegam à mesma conclusão: o BCL6 não deve ser pedido de rotina, e um resultado positivo não define tratamento.
SOCIEDADE | DOCUMENTO | O QUE DIZ, EM LINGUAGEM SIMPLES |
ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva) | O BCL6 está na lista de exames não recomendados. Os estudos são conflitantes quanto à validade do exame e ao efeito do tratamento. | |
ESHRE (Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia) | Investigar e tratar só o que tem fundamento claro e dados de benefício. O BCL6 não está entre os exames recomendados. | |
ESHRE, grupo de endometriose | Não recomenda o bloqueio prolongado com análogo de GnRH antes da FIV para aumentar os nascidos vivos. O benefício é incerto. | |
Cochrane (revisões independentes de evidência) | Revisão sobre análogo de GnRH prolongado antes da FIV na endometriose, 2019 | É a base da posição europeia: os dados disponíveis não permitem afirmar que o bloqueio aumenta os nascidos vivos. |
Consenso de Lugano (especialistas internacionais) | Consenso sobre falha recorrente de implantação,2023 | Questiona se a falha recorrente “verdadeira” é tão comum quanto se pensa. Muitas vezes é apenas ao caso de tentativas seguidas. |
ASRM, 2026: os pontos que mais interessam à paciente
- Sobre o exame: não há evidência suficiente para recomendar o BCL6 de rotina em quem tem falha recorrente de implantação.
- Sobre o bloqueio: o uso de análogo de GnRH, com ou sem letrozol, pode ser considerado em mulheres com endometriose ou adenomiose, conhecidas ou suspeitas. A própria ASRM classifica a evidência como limitada e inconclusiva.
- Sobre a causa das falhas: a alteração cromossômica do embrião ligada à idade é a principal explicação.
- Sobre o excesso de exames: se a revisão do caso não mostra causa corrigível, exames extensos são desnecessários.
ESHRE, 2022 e 2023: os pontos que mais interessam à paciente
- Individualizar. A falha recorrente deve ser definida pela chance de sucesso de cada paciente, e não por um número fixo de tentativas.
- Cautela com extras. Muitos exames e tratamentos oferecidos após falhas ainda aguardam estudos de boa qualidade.
- Endometriose. O diagnóstico começa por sintomas e exames de imagem. A laparoscopia deixou de ser exigida para confirmar a doença.
No Brasil
Há pesquisador brasileiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, entre os autores de vários estudos internacionais sobre BCL6. Não localizamos diretriz brasileira específica sobre o exame. A revista da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a JBRA Assisted Reproduction, é indexada na PubMed e publica trabalhos sobre falha de implantação.
Conclusão
O BCL6 é um marcador em estudo, e não uma resposta pronta. Os primeiros trabalhos sugeriram ligação com endometriose e com resultados piores de FIV. Os estudos mais recentes, feitos por outros grupos, não confirmaram esses achados.
Por isso, as principais sociedades médicas não recomendam o exame de rotina. Elas também não aceitam que um resultado positivo, sozinho, defina tratamento.
Um BCL6 positivo merece uma conversa cuidadosa. Ele não significa diagnóstico fechado, previsão de insucesso nem bloqueio hormonal obrigatório. Na paciente que já está na menopausa, o bloqueio não tem sentido: não há ovário ativo para bloquear.
A melhor decisão nasce do conjunto: sua história, seus exames, seus embriões e o que você e seu médico esperam de cada passo.
Perguntas e Respostas
Sobre o exame
Ninguém precisa fazer de rotina. A ASRM não recomenda o exame nem para quem teve falhas repetidas de implantação. O médico pode discuti-lo em situações específicas, explicando o que o resultado mudaria na conduta.
O médico passa um tubinho fino pelo colo do útero e colhe um fragmento do endométrio. Leva poucos minutos e pode causar cólica e pequeno sangramento. A coleta precisa ser planejada para o momento certo do ciclo.
Não. O BCL6 é medido no endométrio da mulher. A biópsia embrionária retira células do embrião para exames genéticos, como o PGT-A.
Nota (HSCORE) acima de 1,4. Esse corte veiod e estudos com mulheres em ciclo natural. Ele pode não valer para biópsias feitas sob hormônios.
Não. O nome vem da história da descoberta da proteína. No endométrio, o BCL6 é estudado apenas como sinal de inflamação.
Sobre o resultado
Não necessariamente. Pode haver associação, mas o exame não confirma a doença. O diagnóstico depende de sintomas, exame clínico e exames de imagem.
Não. O exame não mede a receptividade. Um estudo de 2025 comparou o BCL6 com o teste ERA, e os resultados dos dois não coincidiram.
Não prova. Pode ser uma pista, mas a implantação depende de vários fatores. O mais importante deles é o próprio embrião.
Não. Se houver sintomas ou sinais nos exames de imagem, a investigação continua.
Pode. Algumas mulheres têm endometriose com poucos sintomas ou nenhum. Mas a falta de sintomas também não transforma um BCL6 positivo em diagnóstico.
Pode. A nota varia com a fase do ciclo e com os hormônios em uso. Estudos de 2023 e 2025 mostraram notas mais baixas quando havia mais progesterona.
Sobre o tratamento
Não. O resultado sozinho não indica tratamento. O bloqueio pode ser discutido quando há suspeita clínica real de endometriose ou adenomiose.
Não. Nenhum estudo permite garantir gravidez. Em 2026, um estudo não encontrou diferença de resultado entre pacientes BCL6-positivas tratadas e não tratadas.
Sintomas parecidos com os da menopausa: ondas de calor, suor noturno, sono ruim, secura vaginal e mudanças de humor. Pode haver perda temporária de massa óssea. Há também o atraso de dois a três meses no tratamento.
Sozinho, não. A laparoscopia é avaliada quando há indicação própria, como dor importante ou lesões vistas em exames de imagem.
Pode, e muitas vezes é o mais sensato. A ASRM considera razoável prosseguir quando a revisão do caso não mostra uma causa corrigível.
Menopausa e bloqueio hormonal
Não. Na menopausa, o bloqueio hormonal não tem sentido. O remédio serve para desligar os ovários, e os seus já pararam de funcionar. Não há o que bloquear.
Porque o alvo do remédio é o ovário ativo. Em quem ovula, ele derruba o estrogênio e cria uma menopausa temporária. Em quem já está na menopausa, esse estado já existe.
Não. O análogo de GnRH age no comando dos ovários. Ele não bloqueia hormônios tomados em comprimido, adesivo, gel ou via vaginal.
Ele não foi validado nessa situação. Os estudos incluíram mulheres que ovulavam, e a nota de corte veio de ciclos naturais. Na menopausa, a biópsia só é possível sob hormônios, que alteram a nota.
Não muda a lógica. A endometriose depende de estrogênio e tende a se aquietar depois da menopausa. Se você usa terapia hormonal, a conversa é sobre ajustar esses hormônios, e não sobre bloquear ovários que já pararam.
Não exatamente. Na perimenopausa os ovários ainda funcionam em parte. A decisão é individual, como nas mulheres que ovulam.
Não há garantia de ganhar. Você teria custo, injeções e meses de atraso, sem benefício esperado e sem estudo que apoie essa conduta.
Para decidir com o seu médico
- O que este resultado acrescenta ao meu caso?
- Em que fase e com quais hormônios a biópsia foi colhida?
- Que outras explicações para a falha já foram avaliadas?
- Há outros sinais de endometriose além do BCL6?
- Que benefício se espera do tratamento e com base em quais estudos?
- Quais são os riscos e quanto tempo o tratamento atrasa a transferência?
- A conduta seria diferente se o exame não tivesse sido feito?
Referências bibliográficas
Sociedades médicas e consensos
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