A mudança de SOP para SOMP representa uma atualização importante na forma de comunicar a síndrome. O novo nome corrige a ideia de que o problema estaria restrito aos “cistos” no ovário e reforça que se trata de uma condição ovariana, metabólica e poliendócrina.
Na prática, o diagnóstico em mulheres adultas continua baseado nos critérios derivados de Rotterdam, com a presença de pelo menos dois entre três critérios: hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística ou AMH elevado em contextos específicos. O que muda é a visão clínica: a paciente deve ser investigada e tratada de forma mais ampla, considerando fertilidade, ovulação, insulina, peso, colesterol, pressão arterial, saúde endometrial e riscos futuros.
Para quem deseja engravidar, especialmente nos tratamentos de reprodução assistida, compreender o fenótipo da SOMP ajuda a escolher condutas mais seguras e individualizadas. O tratamento deixa de ser apenas “estimular ovários” e passa a envolver preparação metabólica, controle hormonal e planejamento reprodutivo personalizado.
Recomendações Finais
A TODAS AS MULHERES
- Estejam atentas a ciclos menstruais irregulares, acne persistente, excesso de pelos, queda de cabelo, ganho de peso, dificuldade para engravidar e histórico familiar de SOMP, antiga SOP.
- Lembrem-se de que a ausência de “cistos” no ultrassom não exclui obrigatoriamente o diagnóstico em mulheres adultas.
- Procurem avaliação médica quando houver irregularidade menstrual associada a sinais de hiperandrogenismo ou alterações metabólicas.
- Valorizem o controle do peso, alimentação equilibrada, atividade física regular e investigação de resistência à insulina, glicemia, colesterol e pressão arterial.
- Em caso de desejo de gravidez, procurem orientação especializada para definir a melhor estratégia: indução da ovulação, coito programado, inseminação intrauterina ou fertilização in vitro.
AOS PAIS, RESPONSÁVEIS E PESSOAS INTERESSADAS
- Observem o padrão menstrual das adolescentes, principalmente quando ciclos muito irregulares persistem após os primeiros anos da menarca.
- Não fechem diagnóstico apenas pelo ultrassom nessa fase, pois ovários multifoliculares podem ser normais na adolescência.
- Valorizem sinais como acne importante, excesso de pelos, ganho de peso, resistência à insulina e histórico familiar.
- Em caso de dúvida, procurem avaliação com especialista para evitar diagnóstico tardio e complicações futuras.

