A mudança de SOP para SOMP representa uma atualização importante na forma de comunicar a síndrome. O novo nome corrige a ideia de que o problema estaria restrito aos “cistos” no ovário e reforça que se trata de uma condição ovariana, metabólica e poliendócrina.
Na prática, o diagnóstico em mulheres adultas continua baseado nos critérios derivados de Rotterdam, com a presença de pelo menos dois entre três critérios: hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística ou AMH elevado em contextos específicos. O que muda é a visão clínica: a paciente deve ser investigada e tratada de forma mais ampla, considerando fertilidade, ovulação, insulina, peso, colesterol, pressão arterial, saúde endometrial e riscos futuros.
Para quem deseja engravidar, especialmente nos tratamentos de reprodução assistida, compreender o fenótipo da SOMP ajuda a escolher condutas mais seguras e individualizadas. O tratamento deixa de ser apenas “estimular ovários” e passa a envolver preparação metabólica, controle hormonal e planejamento reprodutivo personalizado.