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TRATAMENTO CLÍNICO COM MEDICAMENTOS

Podem ser indicados após o tratamento cirúrgico mas somente em casos especiais. O tratamento clínico com anti-inflamatórios e pílulas anticoncepcionais antes da intervenção ajudam amenizar a dor, mas não curam a doença. O tratamento hormonal com objetivo de suspender a menstruação provocando uma menopausa temporária, após a cirurgia, tem demonstrado vantagens em casos isolados e por isto não deve ser receitado como rotina, entretanto, caso seja indicado, a duração não deve ser superior a três meses. O tratamento clínico isolado, sem cirurgia, não tem valor curativo.

Uma boa alternativa após a cirurgia, se a paciente não quiser engravidar no momento, são as pílulas de uso contínuo, Dienogest ( Allurene, Alurax e outros) os implantes hormonais de Levonorgestrel ou Etonogestrel (Mirena e Implanon) que suspendem a menstruação e restringem uma eventual evolução da doença e drogas que proíbem algumas ações hormonais.

NOVOS MEDICAMENTOS: ELAGOLIX, RELUGOLIX, LINZAGOLIX, SKI-2670 E VILAPRISAN

Um novo medicamento que tem o nome de antagonista de GnRH, o ELAGOLIX (Abbott e Neurocrine), o principal deles no momento, recentemente lançado na Europa e promete ser a nova sensação nos tratamentos da endometriose. A novidade deste fármaco em comparação com outros da mesma categoria é ser um antagonista da GnRH que pode ser administrado por via oral, diferente de outros como Zoladex (acetato de gosserrelina), Lectrum (acetato de leuprorrelina), Lupron (acetato de leuprorrelina) e outros que são injetáveis.

O Elagolix é um antagonista oral e os estudos mostraram eficácia no controle tanto da dismenorréia quanto da dor pélvica não menstrual, com um perfil de segurança aceitável em uma dose (uma vez ao dia de 150 mg) que produza supressão parcial do estrogênio. O ELAGOLIX (na dose de 200 mg duas vezes ao dia) levou à supressão quase completa do estrogênio.

OUTROS MEDICAMENTOS NA FASE FINAL DE PESQUISA:

Relugolix (INN) (codinomes de desenvolvimento RVT-601, TAK-385) é um antagonista seletivo não peptídico, Atualmente está em fase III de ensaios clínicos para o tratamento da endometriose, do leiomioma uterino e do câncer de próstata.

Linzagolix (INN; nomes de código de desenvolvimento KLH-2109, OBE-2109) é um antagonista de hormônio liberador de gonadotropina de pequena molécula, não peptídico, ativo oralmente (antagonista de GnRH) que está em desenvolvimento pela Kissei Pharmaceutical e ObsEva para o tratamento de útero leiomioma e endometriose.

SKI2670, antagonista do hormônio libertador de gonadotropina (GNRH), SKI26 O70 é um novo antagonista de GnRH não peptídico, ativo por via oral ainda nos estudos iniciais .

VILAPRISAN, (INN, USAN) (codinome de desenvolvimento BAY-1002670) é um modulador esteroidal seletivo de receptor de progesterona sintético (SPRM) que está em desenvolvimento pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals para o tratamento de endometriose e miomas uterinos.

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