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O que são cistos nos ovários?

Cistos são pequenas bolsas contendo líquido que podem surgir em diferentes órgãos do corpo. Nos ovários, porém, é importante diferenciar os cistos verdadeiros dos folículos ovarianos, que fazem parte do funcionamento normal do ciclo menstrual.

Todos os meses, vários pequenos folículos, medindo entre 5 e 9 mm (folículos antrais), iniciam seu desenvolvimento nos ovários. Cada folículo contém um óvulo. Durante a primeira fase do ciclo menstrual, um deles torna-se dominante, cresce progressivamente e, próximo ao período da ovulação, atinge cerca de 18 a 22 mm de diâmetro. Nesse momento, o folículo se rompe, liberando o óvulo, que é captado pela tuba uterina (trompa), onde poderá ser fecundado caso haja relação sexual no período fértil.

Esse folículo faz parte do funcionamento normal do ovário e, por isso, é chamado de folículo funcional. Após a ovulação, ele dá origem ao corpo lúteo, outra estrutura fisiológica do ciclo menstrual. Já os cistos ovarianos verdadeiros surgem quando há alterações nesse processo ou quando se desenvolvem lesões benignas ou, mais raramente, malignas, exigindo avaliação específica.

Na antiga nomenclatura Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a palavra “cistos” sempre gerou confusão. Na maioria das mulheres com a síndrome, o que se observa ao ultrassom não são cistos patológicos, como tumores ou lesões que necessitam de cirurgia, mas sim um número aumentado de pequenos folículos antrais que interromperam seu desenvolvimento por alterações da ovulação. Esses folículos permanecem distribuídos na periferia do ovário, conferindo o aspecto característico ao exame de imagem.

Por esse motivo, a nomenclatura Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOMP) procura corrigir uma interpretação equivocada. A síndrome não é uma doença causada por cistos. Trata-se de um distúrbio complexo, que envolve alterações da ovulação, excesso de androgênios, resistência à insulina, disfunções metabólicas, alterações endometriais e aumento do risco cardiovascular. Assim, embora o ultrassom seja um importante componente da avaliação, ele representa apenas um dos critérios diagnósticos e nunca deve ser interpretado isoladamente

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