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Capítulo 7 – Cistite Infecção Urinária

Cistite Infecção Urinária

O aparelho urinário feminino (Figuras 1 e 2) é estéril, com exceção de 1 cm final da uretra, onde há bactérias. A cistite é uma infecção urinária em que as bactérias invadem somente a bexiga.

Durante a vida, 10 a 20% das mulheres adultas apresentarão pelo menos um episódio de cistite. É 10 a 20 vezes mais comum na mulher que no homem, pelo fato de a uretra feminina ser mais curta, aproximadamente de 4 cm, tornando mais fácil esta “subida” das bactérias para a bexiga.

Vários fatores podem contribuir para o aparecimento da cistite, e um deles é a atividade sexual. Sabemos que o movimento causado pela fricção do pênis na parede anterior da vagina pode favorecer a migração de bactérias da uretra para a bexiga, levando a um quadro conhecido como “cistite de lua-de-mel”. Este quadro ocorre mais freqüentemente no início da atividade sexual, em mulheres com pouca atividade, após as relações, e em algumas após toda relação sexual.

Outra causa de cistite é o “refluxo uretro-vesical”, situação em que a urina volta para a bexiga depois de ter percorrido uma parte da uretra (onde há bactérias). Ou seja, qualquer fator que leve as bactérias da uretra para a bexiga pode causar cistite.

E por que não são todas as mulheres que têm cistite? Porque nós temos mecanismos naturais de defesa. As bactérias naturais presentes na vagina competem com as bactérias que causam cistite, dificultando seu crescimento e conseqüente invasão da bexiga. A acidez natural (pH) da vagina também impede o crescimento dessas bactérias.

O esvaziamento da bexiga, total e periódico, é um mecanismo muito eficiente de eliminação de bactérias que porventura venham a invadir a bexiga. Por isto é tão importante não “segurar” a urina por pressa, falta de tempo, etc.

Existem também na bexiga, na própria urina e na parede de revestimento da bexiga, substâncias com a função de proteção contra infecções.

A bactéria mais comum que causa cistite é a Escherichia coli (80% dos casos), que é normal nos intestinos.

Os sintomas mais freqüentes da cistite são urinar freqüentemente, com dor, pouca quantidade, dor na região da bexiga, vontade constante de urinar, sangue na urina, e não conseguir eliminar a urina.

Recomenda-se procurar um médico que pedirá um exame de urina para constatar a presença de bactérias. Ele fará o tratamento adequado com antibióticos, antiinflamatórios, antiespasmódicos, etc., conforme o caso.

Mas algumas medidas gerais são sugeridas para evitar e melhorar a cistite:

  • Ingestão abundante de líquidos, com a finalidade de “diluir” a concentração das bactérias.
  • Ir ao banheiro sempre que estiver com vontade e esvaziar a bexiga completamente.
  • Limpar-se de frente para trás após evacuar, e se possível lavar-se depois.
  • Calor local.
  • Manter a rotina ginecológica em dia (Papanicolaou) para conservar as bactérias naturais da vagina (bacilos de Doderlein) que protegem contra a cistite.

Infecção recorrente

Até 20 % das mulheres apresentam nova infecção após a primeira. Neste caso, deve ser feita uma consulta com um especialista para verificar o motivo. Deve ser descartada a presença de cálculo renal, malformações do trato urinário, infecções vaginais, falha do tratamento anterior, métodos anticoncepcionais com espermaticidas, menopausa, corpos estranhos na bexiga, entre outros.

Situações Especiais

Menopausa

Na menopausa, com a perda dos hormônios, a vagina deixa de ter grande parte da sua proteção (mecânica e bactérias). A acidez (pH) muda, facilitando a proliferação de bactérias como a E.Coli e a instalação de cistite. A falta de hormônio também diminui a proteção da própria uretra e bexiga. Às vezes, é bastante comum em mulheres menopausadas a presença da saída da parede interior da uretra para fora (ectopia uretral), aparentando-se como uma “ferida” ao exame ginecológico. Dez por cento das mulheres menopausadas têm cistites recorrentes. O tratamento inclui, além dos medicamentos já citados, o uso de hormônios locais ou orais para melhorar a defesa da vagina, uretra e bexiga.

Cistite pós-relação sexual

Algumas mulheres apresentam quadro de cistite após toda relação sexual. Além das medidas gerais, como higiene, Papanicolaou anual, tratamento de infecções, recomenda-se praticar o ato sexual com a bexiga com um pouco de urina e esvaziá-la logo após o término. Antibióticos de dose única podem ser recomendados pelo médico após cada relação sexual.

Cistite em meninas

A menina, antes de menstruar, possui na vagina bem menos bactérias que a mulher adulta, portanto tem menos defesa para a cistite. Por outro lado, tem menos fatores causais como atividade sexual. Um pediatra deve ser sempre consultado para elucidar o diagnóstico e as causas. Devem ser tomadas medidas gerais de higiene, cuidado com objetos que possam ser introduzidos na uretra pela própria criança, verificação de manipulação por parte de adultos. O sintoma às vezes pode ser somente parecido com uma gripe até sangramento ao urinar.

Cistite Intersticial

Com sintomas semelhantes a uma cistite comum, esta doença tem um caráter crônico. Ocorre mais em mulheres de meia idade e dez vezes mais em mulheres que em homens. Parece haver um fator imunológico presente. É de difícil tratamento e o diagnóstico é feito com cistoscopia e biópsia da bexiga. Vários tratamentos têm sido propostos, desde medicamentos até cirurgias, todos com pouco êxito.

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