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Verdades e mitos

MITO: O pênis, quando penetra a vagina, machuca (a) o bebê.

Desconstrução: Mesmo nos casos de penetração profunda, não existe a menor possibilidade do pênis atingir (a) o bebê, pois o mesmo se encontra protegido dentro do útero. A pele que constitui a glande do pênis (a cabeça) é macia, e caso haja contato com o colo do útero, não vai gerar nenhum problema. Além disso, vale ressaltar que o canal do colo do útero mede menos do que meio centímetro de diâmetro, o que impede a entrada de qualquer pênis. Não devemos esquecer que, além de tudo isto, existe a bolsa que protege a (o) bebê até o momento do nascimento. Recomenda-se que a penetração aconteça de forma suave e com movimentos mais lentos.

MITO:As contrações do útero, no momento do orgasmo, podem provocar aborto.

Desconstrução: As contrações uterinas provocadas pelo orgasmo não são prejudiciais à (ao) bebê e muito menos suficientes para provocar um aborto. O orgasmo está diretamente relacionado à qualidade de vida e saúde da mulher. A exceção se aplica aos casos em que a mulher já está tendo contrações antes da relação sexual, o que quer dizer que, depois da relação as contrações podem aumentar e ocorrer um aborto.

MITO: O esperma pode prejudicar a (o) bebê.

Desconstrução: Se durante a penetração vaginal ocorrer a ejaculação, não há qualquer possibilidade do esperma entrar em contato com a (o) bebê, pois o mesmo está protegido por uma bolsa. O esperma e os espermatozóides não conseguem ultrapassar essa bolsa. Além disso, existe uma falsa crença de que a quantidade de prostaglandina, encontrada no esperma, seria suficiente para provocar Verdades e mitos um aborto. Isto somente seria possível se a vagina recebesse uma quantidade de esperma produzida por mais de quinze ejaculações, num intervalo de tempo inferior a uma hora.

Restrições ao sexo vaginal durante a gestação são feitas no caso de mulheres que apresentam sangramento, ou diante de ameaça ou histórico de abortos espontâneos. Nesses casos, especificamente, as relações ficam suspensas somente no primeiro trimestre da gravidez. Porém, não há restrições às carícias, ao toque, à massagem erótica, ao sexo oral, à masturbação mútua e ao sexo anal. Lembre-se: sexo faz bem para o corpo, dá prazer e, associado ao sentimento, aumenta o vínculo do casal e proporciona um clima de maior receptividade para receber a nova vida que está em gestação.

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