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IPGO faz parceria e produz os primeiros gêmeos de óvulos congelados no Brasil

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O primeiro caso no mundo em que um par de gêmeos nasceu a partir da fertilização “in vitro” de dois óvulos congelados, aconteceu no final de 2000 em Cingapura.

A primeira gestação de gêmeos provenientes de fertilização “in vitro” com óvulos congelados ocorreu no Brasil em São Paulo. Este fato realizado pela parceira entre o Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia – IPGO coordenado pelo Dr. Arnaldo S. Cambiaghi e o Centro Huntington de Medicina Reprodutiva coordenada pelos especialistas Paulo Serafini e Eduardo Mota demonstram como pode ser vantajoso este avanço tecnológico nos tratamentos da Reprodução Humana.

O congelamento de óvulos é uma nova alternativa no tratamento e prevenção da infertilidade e na preservação da fertilidade. Este método tem sido estudado e algumas vezes criticado por não oferecer taxas de sucesso gestacional igual às obtidas com o congelamento de óvulos fertilizados no momento que são retirados dos ovários.

Segundo o Dr. Cambiaghi esta crítica pode ser verdadeira, mas em alguns casos pode ser a melhor saída para a mulher e para o casal. “Neste caso o esposo M, 30 anos, médico pediatra, tem problemas importantes na contagem de espermatozóides que impedem a gravidez natural. Na realização da fertilização “in vitro” a paciente recebeu medicação para aumentar o número de óvulos – um procedimento normal neste tipo de tratamento. Um grande número de óvulos foi obtido e por este motivo parte deles foram fertilizados e outra parte congelados. Na época, a fertilização resultou em embriões de baixa qualidade, com pouca chance de sucesso o que implicou em um resultado negativo. A causa provável foi a baixa qualidade dos espermatozóides.” explica Dr. Cambiaghi.

Com 3 meses de tratamento clínico e de terapias complementares conseguiu-se melhora do espermograma. Descongelaram-se os óvulos que foram fertilizados e obteve-se embriões de melhor qualidade que foram implantados com o resultado positivo de gestação gemelar.

“O grande benefício neste caso foi que a paciente não se submeteu a novo tratamento, o que implicaria em um desgaste emocional, gasto econômico e sofrimento pelas medicações que ela teria que tomar. Se tivéssemos fertilizado todos os óvulos desde o início jamais teríamos embriões desta qualidade e as chances de resultado seriam ainda menores, pois embriões congelados de má qualidade oferecem baixíssimas chances de resultado positivo”, diz Dr. Cambiaghi.

O congelamento de óvulos é uma alternativa que existe há algum tempo, mas os resultados positivos, que eram baixos, começaram a melhorar nos últimos 3 anos. Os avanços mais significativos são provenientes de pesquisas da ginecologista italiana Eleonora Purcu, da Policlínica Santa Ursula em Bolonha na Itália. Estes avanços foram impulsionados pela proibição do congelamento de embriões naquele país. Isto fez com que as pesquisas se intensificassem buscando melhores resultados.

Até aquela época, o grande problema do congelamento de óvulos era a técnica de desidratação causada pelo congelamento que, devido a quantidade de água existente no seu interior, formava cristais de gelo que modificavam o DNA da célula, levando a morte do óvulo. A técnica foi aperfeiçoada pela Dra Eleonora e a mesma utilizada neste casal.

Outra técnica para o congelamento de óvulos e a vitrificação, desenvolvida pelo Dr. Gary Smith da Universidade de Mechigan nos Estados Unidos. Esta técnica tem demonstrado sobrevivência de óvulos de até 98%.

A utilização do congelamento de óvulos deve ser restrita a casos específicos e não deve ser utilizado deliberadamente. As indicações mais importantes são nos tratamentos oncológicos, na preservação da fertilidade, em mulheres com histórico familiar de menopausa precoce e em fertilização “in vitro” com excesso de óvulos, pois evita o descarte de embriões excedentes.

Nos tratamentos oncológicos, a sua utilização ocorre em pacientes que deverão ser submetidas a quimioterapia ou radioterapia. Este tratamento pode causar problemas irreversíveis ao óvulo. A retirada e o congelamento do mesmo antes do tratamento preservará a fertilidade. Com o término do tratamento o óvulo poderá ser fertilizado em laboratório e o embrião implantado no útero.

Para a preservação da fertilidade, algumas mulheres, quando estão próximas dos 35 anos e ainda não se casaram, nem encontraram o futuro pai de seus filhos, podem ficar aflitas, por saber que a fertilidade diminui com o passar dos anos. Neste caso elas passam por um processo de estimulo ovariano, retiram os óvulos estimulados e os congelam. Caso, no futuro, encontrem seu “príncipe encantado” e na época seus óvulos já estejam envelhecidos pela idade, os congelados poderão ser utilizados. Os óvulos serão fertilizados e os embriões implantados no útero.

Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce poderão congelar seus óvulos preventivamente. Na época que desejarem ter filhos, caso seu ovário não esteja funcionando adequadamente, elas poderão utilizar os óvulos que foram congelados anteriormente. Caso contrário, poderão utilizar os óvulos coletados na época.

No caso da fertilização “in vitro”,algumas vezes, pode haver o excesso de óvulos que formam vários embriões. Como apenas uma parte deles são transferidos na futura mamãe outros deverão ser congelados. Caso ocorra gestação e o casal não quiser mais ter filhos haverá problemas éticos, pois embriões são considerados seres vivos e não podem ser descartados. O congelamento de óvulos resolve este problema, pois óvulos são células, não são seres vivos e podem ser descartados. Se não for realizado o congelamento de óvulos, a única alternativa, caso o casal aceite, é a doação de embriões para outro casal ou pesquisa para células-tronco.

Sobre o Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi – diretor do Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução (IPGO). Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, pós-graduado pela AAGL, Ilinos, EUA em Advance Laparoscopic Surgety e Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, e da European Society of Human Reproductive Medicine.

É autor de vários livros na área médica entre eles: Fertilidade Natural (Ed.LaVida Press), Grávida Feliz, Obstetra Feliz (Ed. LaVida Press), Fertilização um Ato de Amor (Ed. LaVida Press), Ser ou Não Ser Fértil – Eis as Questões e Respostas (Ed.LaVida Press), Bem-Estar da Mulher – a essência da vida – Guia da saúde feminina para todas as idades (Ed. LaVida Press), Gravidez: Caminhos Tropeços e… Conquistas – Depoimentos de casais que contam como venceram as dificuldades de engravidar (Ed.LaVida Press) e Manual da Gestante (Ed. Madras).

Apresenta seu trabalho em Congressos no exterior, o que lhe confere um reconhecimento internacional. Como especialista em Medicina Reprodutiva sua carreira é dedicada principalmente aos casais que têm dificuldade em engravidar, tanto que sua clínica é considerada uma das mais conceituadas para tratamentos de infertilidade.

Entretanto, preocupa-se com a saúde da mulher em todos os aspectos: físico, emocional e afetivo. Pensando no universo feminino criou os sites: www.ipgo.com.br; www.trigemeos.com.br; www.bemestardamulher.com.br; www.fertilidadenatural.com.br; onde esclarece dúvidas e passa informações sobre a saúde feminina, especialmente sobre infertilidade.

Informações à imprensa: LaVida Press
Tel. (11) 3057-1796 (11) 3057-1796
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