Encontre-nos nas redes sociais:

Instagram da IPGO

Use o sistema de busca.

IPGO marca presença na SEUD 2019 em Montreal, Canadá, com apresentação de trabalho científico

Home » Destaques » IPGO marca presença na SEUD 2019 em Montreal, Canadá, com apresentação de trabalho científico
Agende sua Consulta

Leia na hora certa - Use o leitor QR Code e armazene este assunto para ler diretamente em seu Smartphone

Montreal, Canadá, 5° Congresso da SEUD (Sociedade de Endometriose e Transtornos Uterinos) que será realizado de 16 a 18 de Maio de 2019. Esta é a primeira vez que a SEUD virá para a América do Norte e agradecemos aos membros do SEUD Board por sua visão de uma crescente e vibrante sociedade ginecológica internacional.

O tratamento cirúrgico da endometriose pode diminuir as contrações uterinas na fase lútea
Cambiaghi AS, Leão RBF, Alvarez AV, Bortolai P, Figueiredo P.

Introdução: Estudos anteriores mostraram que a taxa de gravidez é reduzida em mulheres inférteis com endometriose submetidas à fertilização invitro (FIV), quando comparadas com pacientes com infertilidade por fator tubário, no entanto, os mecanismos reais envolvidos não são totalmente claros. Alguns estudos mostraram uma maior freqüência de contrações uterinas em mulheres com endometriose do que em mulheres sem endometriose, o que pode contribuir para a redução da taxa de sucesso da FIV em mulheres com endometriose. Entretanto, não está claro se isso é causa da endometriose ou conseqüência do processo inflamatório causado pela endometriose, uma vez que as prostaglandinas podem atuar como mediadores neste sistema de contrações uterinas. O objetivo do estudo é avaliar as contrações uterinas em pacientes com endometriose e falha prévia de implantação antes e após o tratamento cirúrgico da endometriose.

Materiais / Pacientes e Métodos: Foi um estudo prospectivo observacional. Entre agosto de 2017 e julho de 2018, selecionamos 12 pacientes com os seguintes critérios de inclusão: falha de implantação em ciclo prévio de FIV e exames de imagem mostrando endometriose (ultrassonografia transvaginal após preparo intestinal e ressonância magnética da pelve – RM). Um grupo controle de 12 mulheres com falha prévia de implantação e sem endometriose também foi selecionado. Foi realizada RM Cine-mode no dia 5-9 da fase lútea para medir a frequência das contrações uterinas. Todas as pacientes com endometriose foram submetidas a laparoscopia com exérese e cauterização de lesões endometrióticas. Um mês após a cirurgia, uma nova ressonância magnética Cine-mode foi realizada. Os resultados foram comparados entre o grupo controle, pacientes com endometriose antes da cirurgia e após a cirurgia dois a dois.
A média do número de contrações uterinas foi comparada usando o teste t de Student. Definimos “alta frequência de contrações” como três ou mais ondas por 4 minutos. A porcentagem de pacientes com alta frequência em cada grupo foi comparada pelo teste do qui-quadrado.

Resultados: Todas as pacientes submetidas à cirurgia confirmaram o diagnóstico de endometriose. Comparando-se a pacientes sem endometriose, as pacientes com a doença tiveram maior frequência de contrações (média: 4,75 vs 2,17, p = 0,0001). A média do número de contrações em pacientes com endometriose diminuiu de 4,75 (antes da cirurgia) para 3,08 (após a cirurgia) (p = 0,0040). Apesar da redução estatisticamente significativa no número de contrações com a cirurgia, o grupo com endometriose apresentou significativamente mais contrações que o grupo controle, mesmo após a cirurgia (p = 0,0266). Além disso, 83,3% dos pacientes com endometriose tiveram alta frequência de contrações, enquanto apenas 33,3% dos pacientes sem endometriose (p = 0,1397). Após a cirurgia, a porcentagem de pacientes com alta frequência reduziu para 41,3% (não significativo).

Conclusão: Pacientes com endometriose e falha de implantação apresentam mais contrações uterinas na fase lútea do que pacientes com falha de implantação sem endometriose. O tratamento cirúrgico da endometriose pode diminuir as contrações uterinas. No entanto, pacientes com endometriose ainda têm mais contrações do que mulheres sem endometriose. Estudos randomizados com maior número de pacientes devem ser realizados para confirmar esses resultados.

*Versão em Inglês

Title: Surgical treatment of endometriosis may diminish uterine contractions in luteal phase
Cambiaghi AS, Leão RBF, Alvarez AV, Bortolai P, Figueiredo P.

Introduction: Previous studies have shown that the pregnancy rate is reduced in infertile women with endometriosis undergoing IVF when compared with tubal factor infertility, however the real mechanisms involved are not entirely clear. Some studies had shown a higher uterine contraction frequency in women with endometriosis than in women without endometriosis what may contribute to the reduced in vitro fertilization success rate in women with endometriosis. However, it’s not clear if it’s cause of endometriosis or consequence of the inflammatory process caused by endometriosis, since prostaglandins may act as mediators in this system of uterine contractions. The aim of the study is to evaluate uterine contraction in patients with endometriosis and a previous implantation failure before and after surgical treatment of endometriosis.

Materials/Patients and Methods: It was a observational prospective study. Between August 2017 and July 2018 we selected 12 patients with the following inclusion criteria: a previous implantation failure in vitro fertilization (IVF) cycle and imaging tests showing endometriosis (transvaginal ultrasound after bowel preparation and magnetic resonance imaging of pelvis – MRI). A control group of 12 women with a previous implantation failure and without endometriosis was also selected.
Cine-mode-display MRI was performed at luteal phase day 5-9 to measure the frequency of uterine contractions. All patients with endometriosis were submitted to laparoscopy with exeresis and cauterization of endometriotic lesions. One month after surgery, a new cine-mode-display MRI was performed. The results were compared between the control group, patients with endometriosis before surgery and after the surgery two-by-two.
The median of the number of uterine contractions was compared using the Student’s t-test. We defined “high frequency of contractions” as three or more waves per 4 minutes. The percentage of patients with high frequency in each group was compared using the chi-square test.

Results: All patients submitted to surgery confirmed the diagnoses of endometriosis. Comparing to patients without endometriosis, patients with the disease had more frequency of contractions (median: 4,75 vs 2,17, p=0.0001). The median number of contractions in patients with endometriosis reduced from 4,75 (before surgery) to 3,08 (after surgery) (p= 0,0040). Besides statistically significant reduction in the number contractions with surgery, the group with endometriosis showed statistically significant more contractions than control group even after surgery (p=0,0266). Moreover, 83,3% of patients with endometriosis had high frequency of contractions, while only 33,3% of patients without endometriosis (p=0,1397). After surgery, the percentage of patients with high frequency reduced to 41,3% (not significant).

Conclusion: Patients with endometriosis and implantation failure present more uterine contractions in luteal phase than patients with implantation failure without endometriosis. Surgical treatment of endometriosis may diminish uterine contractions. However, patients with endometriosis still have more contractions than no endometriosis women. Randomized studies with higher number of patients must be done to confirm these results.

Comments

comments