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ESCOLHENDO O MELHOR TRATAMENTO PARA MÁS RSPONDEDORAS

Normalmente, a escolha inicial para estas pacientes é o protocolo curto com uso de antagonista do GnRH e dose máxima de gonadotrofina – 300 UI/dia. Doses maiores que isso não apresentam benefício. Dá-se essa preferência ao protocolo curto com antagonista em relação ao protocolo longo com agonista por se considerar que neste último ocorra um bloqueio maior dos ovários, que poderia prejudicar a
resposta ovariana. Entretanto, os estudos não confirmam essa suspeita em termos de chance de sucesso, a não ser o fato de que em geral são necessários mais dias de estimulação e maior dose total de medicação.

A classificação POSEIDON também ajuda na escolha do melhor protocolo específico para cada grupo em termos de medicações utilizadas e doses, além de determinar o número de óvulos necessários para que se tenha uma chance boa de se obter pelo menos um embrião euploide que implante.

Os grupos 1 e 2 tem reserva normal mas não tiveram boa resposta em ciclo anterior. Assim, a primeira medida é avaliar a dose utilizada. Aumentar a dose do FSH pode ser benéfica, mas se já fez dose máxima, não adianta dar mais que 300 UI. Utilizar FSH recombinante ao invés de urinário também é uma opção, uma vez que tem maior potência. Apesar de resultados semelhantes em termos de gravidez, estudos mostram um maior número de óvulos com uso de FSH recombinante em comparação com FSH urinário. Uma estratégia também é avaliar o polimorfismo do receptor de FSH. De acordo com esse exame, definimos se os ovários são mais sensíveis ao FSH recombinante ou urinário. Lembramos ainda que, se já houve uma má resposta com um tratamento, temos a tendência a tentar trocar o protocolo e a gonadotrofina numa próxima tentativa.

Além disso, em pacientes más respondedoras, associar LH pode ser uma boa opção, pois pode haver uma menor sensibilidade dos receptores e as doses baixas circulantes de LH após o bloqueio da hipófise não serem suficientes. A associação de LH pode ser especialmente benéfica no grupo 2, uma vez que há estudos que demonstram que LH em pacientes com maior idade tem melhores resultados. A suplementação LH pode ser iniciada desde início ou quando introduz-se o bloqueio. Pode variar ainda de 75 UI a 150 UI, quando utiliza-se. a forma recombinante (Pergoveris® -proporção FSH/LH 2:1). Quando utiliza-se a forma urinária, (Menopur® que apresenta ação FSH/LH 1:1), pode-se usar de 75 a 300 UI.

Já os grupos 3 e 4, que apresentam baixa reserva, além das medidas anteriores, pode-se tentar uso de protocolos alternativos e medicações adjuvantes. Entre as medicações adjuvantes, testosterona prévia ao ciclo e uso de GH têm estudos que mostram benefício. Além disso, principalmente no grupo 4, considerando que além de poucos óvulos, em geral, há baixa qualidade, além de maior chance dos embriões formados serem aneuploides, aconselha-se a fazer várias coletas ou DUOSTIM para aumentar a chance de sucesso. Em casos de reserva muito diminuída, com resposta muito baixa mesmo com dose máxima, Mini-FIV também é uma boa opção para uma vez que tem resultados semelhantes à estimulação normal, com custos muito menores.

Este texto foi extraído do e-book “Mulheres Más Respondedoras.
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