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26º Congresso Europeu de Reprodução Humana- Roma – Itália (27 a 30/06 de 2010)

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26º Congresso Europeu de Reprodução Humana ESHRE- European Society of Human Reproduction and Embryology Roma, Italia (27 – 30 –Junho-2010).

Dr. Arnaldo S. Cambiaghi e Dra Daniella S. Castelotti

No fim do mês de junho de 2010, participamos do 26º Congresso Europeu de Reprodução Humana, em Roma e foram destacados alguns pontos. Pela nossa avaliação concluímos que, aqui no Brasil, estamos em sintonia, harmonia e muitas vezes, melhor, quando comparamos o nosso desenvolvimento científico ao resto do mundo. Isto é muito bom! Embora tenham sido poucas as novidades científicas, é sempre interessante estar em contato direto com os acontecimentos do resto do mundo.

ANTES DAS NOVIDADES, UM POUCO SOBRE ROMA

Estivemos em Roma por somente por 4 dias para absorver o máximo possível dos temas apresentados Entretanto, após as 17hs, um passeio pela cidade para descanso era fundamental.

Com quase três mil anos de idade, Roma é uma cidade linda, absurdamente rica em termos culturais e de valor histórico inestimável. A todo momento, a Cidade Eterna nos transporta ao passado em que era sede de um dos maiores impérios que o mundo já viu. Roma é sempre linda em qualquer época do ano mas consegue se superar no verão. Mesmo com um forte calor, andar pelo centro da cidade é um grande prazer. Observa-se que a cidade mantém as construções com as mesmas características de sempre com suas praças lotadas de pessoas, bares e restaurantes que colocam suas mesas do lado de fora cobertos por toldos e servindo “massas e pizzas”(Pasta e Pizza) o dia inteiro provocam uma satisfação inesquecível principalmente às pessoas, como nós , de ascendência italiana.

Por estar lotada por turistas do mundo todo, observamos nesta época de copa do mundo, grupos se posicionarem em frente a televisões colocadas estrategicamente nos restaurantes e bares para assistirem os jogos que lhe eram interessantes, comendo e bebendo.

O que Roma tem de interessante

Foro Romano
O Foro Romano, que é hoje o mais amplo campo de ruínas de Roma e um dos mais importantes do mundo, foi durante cerca de 1.000 anos lugar de mercado, de reunião e de justiça dos romanos. No decurso dos séculos, foi mudando constantemente de aspecto. Todos os soberanos de Roma faziam perpetuar a sua memória mandando construir um monumento fantástico no âmbito da praça pública. Surgiram assim, basílicas e templos, arcos, estátuas e os santuários de Vênus, Remo e Rômulo, Saturno entre outros. Aquilo que havia sido uma espaçosa praça de mercados, ficara tão cheia de monumentos suntuosos, que se tornou impossível reconhecer o espaçoso recinto, obrigando os imperadores a construirem em outros lugares.

Colosseo
Impressionante pela grandiosidade. Vale a pena pagar para subir até as arquibancadas. Por ordem de Vespasizno, em 72 D.C., começou a ser construído. Capaz de comportar 60.000 pessoas, é um milagre da engenharia e arquitetura daquela época. O edifício de 4 andares, tem a forma de uma elípse com um eixo longitudinal de 188 metros de comprimento e transversal de 156, podendo ser coberto com lonas, que o protegiam do sol ou da chuva. Durante 400 anos foi o centro romano de luta dos gladiadores. Os muros permaneceram intactos até o ano 1.000, e os romanos acreditavam na profecia de que Roma desapareceria quando o anfiteatro se abatesse

Museu do Vaticano
Um complexo de Museus que chega a ser um dos maiores do mundo. São sete quilômetros de caminhada dentro do complexo. As Galerias com tapeçarias, as Salas de Rafael e a Capela Sistina são imperdíves.

Basílica de São Pedro
Ninguém pode deixar de conhecer a Basílica. O coração do Catolicismo não decepciona ninguém… Tamanho espetacular, com um significado histórico e religioso impressionante. A tradição diz que foi construída sobre o túmulo de S. Pedro, primeiro bispo de Roma (Papa).

Fontana di Trevi
A mais famosa e espetacular fonte da cidade. Construída entre 1732 e 1751 reúne em qualquer hora do dia e da noite uma multidão de turistas. Para quem quer paquerar é ótimo.

Piazza di Spagna
As pessoas adoram se reunir em suas escadarias. Ótimo lugar para se conhecer pessoas novas.

As principais novidades

Elonva ( novidade muito importante)

Novo medicamento facilita os tratamentos de fertilização e diminui o “sofrimento” dos casais

Os tratamentos de fertilização exigem dos casais muita paciência determinação, tolerância e disponibilidade de tempo além de um bom valor de dinheiro. Além do mais, muitas vezes necessitam de serem repetidos várias vezes para que alcancem o sucesso desejado. Entre os inconvenientes que levam muitos a desistirem deste objetivo é o desconforto causado pelos medicamentos injetáveis, que devem ser aplicados diariamente, além da disciplina obrigatória no horário destas aplicações.

ELONVA é um novo medicamento produzido pelo laboratório MSD, até agora lançado somente em alguns paises da Europa e com lançamento previsto no Brasil para o fim do primeiro semestre se 2011

O que é Elonva?

Elonva é utilizado em mulheres submetidas a tratamentos de infertilidade necessitam de estimulação ovariana para o desenvolvimento de mais do que um óvulo maduro de cada vez nos ovários.

É administrado em dose única por injecção subcutânea. As mulheres que pesam 60 kg ou menos devem receber uma dose de 100 microgramas, ao passo que as mulheres que pesam mais de 60 kg devem receber uma dose de 150 microgramas. A doente ou o seu parceiro podem proceder à injeção no caso de terem recebido as instruções adequadas.

Quatro ou cinco dias após a injecção do Elonva, dependendo da resposta dos ovários, inicia-se o tratamento com um antagonista da GnRH, que impede uma liberação demasiado prematura dos óvulos pelos ovários. Sete dias após a injeção do Elonva, no caso de ser necessária uma estimulação ovárica adicional, podem ser administradas injeções de um outro medicamento semelhante ao Elonva (FSH recombinante ou LH), mas adaptado a injeções diárias. Por último, logo que três óvulos estejam próximos da maturação, é administrada uma única injeção de um hormônio chamado gonadotropina coriónica (hCG) para libertar os óvulos amadurecidos. Elonva (corifolitropina alfa ) tem ação semelhante a outros medicamentos que contem FSH também utilizados para estimular os ovários nos tratamentos de fertilidade, mas tem a diferença de possuírem uma ação prolongada no organismo. Em resultado disto, pode ser administrada uma dose única, substituindo desta forma as injeções diárias necessárias por estes outros.

A corifolitropina alfa é produzida por meio de um método denominado “tecnologia de DNA recombinante”: é produzida por uma célula que recebeu um gene (DNA) que a torna capaz de produzir uma proteína, neste caso a corifolitropina alfa.

Os efeitos do Elonva foram testados em modelos experimentais antes de serem estudados em seres humanos. Em dois estudos principais que envolveram 1905 mulheres que necessitavam de estimulação ovárica, o tratamento com o Elonva foi comparado com o tratamento com folitropina beta (um medicamento contendo FSH também utilizado para estimular os ovários). Um dos estudos envolveu mulheres que pesavam 60 kg ou menos e que receberam uma dose de 100 microgramas do Elonva, ao passo que o outro estudo envolveu mulheres que pesavam mais de 60 kg e que receberam uma dose de 150 microgramas. O principal parâmetro de eficácia nos dois estudos foi o número médio de óvulos colhidos em cada mulher após o tratamento. Um dos estudos contou com um parâmetro de eficácia principal adicional, que foi o número de mulheres que engravidaram. O outro estudo não foi suficientemente grande para que possam ser retiradas conclusões definitivas acerca das gravidezes resultantes.

O tratamento com o Elonva foi tão eficaz quanto o tratamento com a folitropina beta. No estudo com mulheres que pesavam mais de 60 kg, o número médio de óvulos colhidos em cada mulher foi de 13,7 nas mulheres tratadas com o Elonva e de 12,5 nas mulheres tratadas com a folitropina beta. Cerca de 39 % das mulheres que receberam o Elonva engravidaram, em comparação com 38 % das mulheres tratadas com a folitropina beta.

No estudo com mulheres que pesavam 60 kg ou menos, o número de óvulos colhidos em cada mulher foi de 13,3 nas mulheres tratadas com o Elonva e de 10,6 nas mulheres tratadas com a folitropina beta.

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Elonva (observados em 1 a 10 doentes em cada 100) são dores de cabeça, náuseas (sensação de enjoo), cansaço, dor pélvica e desconforto, queixas mamárias e síndrome de hiperestimulação ovárica (OHSS). A OHSS ocorre quando os ovários respondem de forma excessiva ao tratamento, o que causa inchaço e dor abdominais, náuseas e diarreia. ser utilizado em mulheres com insuficiência ovárica primária, ovários dilatados ou com quistos, nem em mulheres com antecedentes de OHSS.

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os benefícios do Elonva são superiores aos seus riscos, tendo recomendado a concessão de uma autorização de introdução no mercado.

Outras informações sobre o Elonva

Em 25 de Janeiro de 2010, a Comissão Europeia concedeu à N.V. Organon uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Elonva. A Autorização de Introdução no Mercado é válida durante cinco anos, podendo ser renovada após esse período.

PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE

Whether age at menopause is predictable using serum Anti-Mullerian Hormone concentration?

Hormônio Anti-Mulleriano pode prever a idade em que a menopausa ocorre.

F. Ramezani Tehrani, N. Shakeri, F. Azizi

Reserch Institute for Endocrine Sciences Shaheed Beheshti University of Medica, Reproductive Endocrinology, Tehran, Iran

Um excelente trabalho apresentado por F. Ramezani demonstrou que em dosagens consecutivas deste hormônio em intervalos anuais, podem prever quando ocorrerá a menopausa, mesmo em pacientes jovens. Assim, em média, a concentração do AMH diminui 0,1 ng/ml por ano.

Fertility preservation in girls and women facing gonadotoxic treatment

Preservação da fertilidade em pacientes que se submeterão a tratamentos gonadotóxicos.

C.Yding Andersen

Rigshospitalet, Section 5712 Laboratory of Reproductive Biology, Copenhagen, Denmark

O congelamento de ovário para preservação da fertilidade em pacientes jovens com câncer tem demonstrado taxas de sucesso muito animadoras. Na Dinamarca já são 425 casos de congelamento de ovário. Todos os casos que já foram reimplantados tiveram o retorno das funções hormonais provando que esta alternativa deve ser recomendada a todas as jovens que pretendem ter sua vida reprodutiva preservada.

Is egg freezing for social reasons a good idea? What young women really think.

Pesquisa mostra que o congelamento de óvulos é uma ótima opção para grande parte das mulheres

S. Gorthi, C. Wright, A.H., Balen

Leeds teaching Hospitals NHS Trust, Reproductive Medicine and Gynaecology, Leeds, United Kingdom.

Um estudo realizado na Inglaterra mostra a fundo o que estamos cansados de saber: que as mulheres estão engravidando mais tarde, próximo aos 40 anos em decorrência da necessidade de encontrarem o seu espaço profissional, aquisição de bens materiais e demora no casamento. O congelamento de óvulos passa a ser neste caso uma ótima opção. Nesta pesquisa foram distribuídos questionários para 200 mulheres solteiras entre 18 e 30 anos incluindo 100 estudantes de medicina e 100 estudantes de outras profissões da Universidade Leeds da Inglaterra. Nas respostas foram obtidas dados que 85% delas pretendiam adiar a gestação até alcançarem a estabilidade financeira e um bom casamento.

Conclusão: O congelamento de óvulos segue como uma ótima alternativa para as mulheres que acreditam que o momento de gestação possa ser adiado por motivos variados.

ENDOMETRIOSE

Complete surgical removal of minimal and mild endometriosis improves outcome of subsequent assited reproduction treatment

Remoção cirúrgica completa de endometriose minima e leve melhora o resultado de tratamentos de reprodução assistida subseqüentes.

H K Opøien, P Fedorksac, T Åbyholm, T G Tanbo

Oslo University Hospital Rikshospitalet, Reproductive medicine, Oslo, Norway

Em relação a endometriose, o Congresso não mostrou novidades, mas alguns trabalhos apresentados reforçaram conhecimentos e condutas já adotadas atualmente.

É o caso de um trabalho grande realizado em Oslo (Noruega), onde se avaliou 702 pacientes inférteis com endometriose minima ou leve, que seriam submetidas a FIV.

Elas foram divididas em 3 grupos, sendo que no grupo 1, os focos de endometriose foram removidos totalmente; no grupo 2, parcialmente; e no grupo 3, só foi feito o diagnóstico. Observou-se que no primeiro grupo houve uma maior taxa de implantação, gravidez e nascimento, enquanto que o grupo sem tratamento prévio da endometriose teve os piores resultados.

Conclui-se, assim, que, em casos de endometriose minima e leve, vale a pena a remoção completa dos focos previamente ao FIV.

Endometrioma-related damage to ovarian reserve: insights from IVF cycles.

Efeito do endometrioma na reserva ovariana em ciclos de FIV

L Benaglia, R Pasin, E Somigliana, P Vercellini, G Ragni, L Fedele

Fondazione Ospedale Maggiore Policlínico, Centro Sterilità, Milano, Itália

Outro trabalho, realizado em Milão (Itália), se refere a endometriomas pequenos. Neste estudo que avaliou 84 mulheres que seriam submetidas a FIV, com endometriomas menores que 4 cm em um dos ovários, verificou-se que não houve diferença da resposta ovariana à estimulação comparando os ovários com e sem endometrioma.

Isso reforça a adoção de medida conservadora em endometriomas pequenos em pacientes que realizarão FIV.

METFORMINA EM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS

Metformin improves pregnancy and live birth rates in women with polycystic ovary syndrome – a multicentre placebo-controlled randomized trial.

Metformina aumenta a taxa de gravidez e nascimento em mulheres com ovários policísticos – um ensaio clínico multicêntrico radomizado controlado

L Morin – Papunen, A Rantala, L Unkila-Kallio, A Titinen, M Hippelainen, H Tinkanen, A Perheentupa, A Ruokonen, J S Tapanainen

  • Oulu University Hospital, Obstetrics and Gynaecology, Oulu, Finland
  • Helsinki Central University Hospital, Obstetrics and Gynaecology, Helsinki, Finland
  • Kuopio University Hospital, Obstetrics and Gynaecology, Kuopio, Finland
  • Tampere University Hospital, Obstetrics and Gynaecology, Tampere, Finland
  • Turku University Hospital, Obstetrics and Gynaecology, Turku, Finland
  • Oulu University Hospital, Clinical Chemistry, Oulu, Finland

Trabalhos apresentados confirmaram os benefícios do uso da metformina em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) no tratamento da infertilidade. Um grande ensaio clínico multicêntrico controlado e randomizado foi realizado na Finlândiam e analisou 324 mulheres inférteis com SOP, tratadas com metformina ou placebo associado ao tratamento de infertilidade adequado a cada caso. Observou–se que o uso de metformina sozinho ou associado a algum tratamento de infertilidade levou a um aumento da taxa de gravidez e nascimento em relação ao placebo, principalmente em pacientes obesas.

ABORTO E OBESIDADE

Influence of BMI on miscarriage rate after elective single blastocyst transfer

V Rittenberg, S Sobaleva, A Al-adi, Y Khalaf, P Braude, T El-Toukhy

Guy’s and St Thomas Hospital NHS Foundation Trust, Assited Conception Unit, London, United Kingdom

Influência do IMC (Índice de Massa Corpórea) na taxa de aborto em pacientes que tiveram um único blastocisto transferido para o útero

Já se sabia que um maior índice de massa corpórea está associado a uma maior taxa de aborto. Um estudo realizado em Londres mostrou que em pacientes submetidas a FIV, isso também é verdade. Avaliou-se 318 mulheres submetidas a FIV e foi observado uma maior taxa de aborto nas pacientes com IMC maior.

OBSERVAÇÃO: Outros trabalhos sobre preservação da fertilidade, congelamento de óvulos e embriões, ICSI magnificado, endometriose, Diagnóstico Genético pré-implantacional e até sobre o catolicismo foram discutidos mas não houve considerações dignas de serem consideradas como novidade.

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