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Cuidados maternos após o nascimento do bebê

Puerpério ou “período de dieta” é o período pós-parto em que todos os órgãos de reprodução voltam ao normal. Nessa época, que dura de 6 a 8 semanas, em relação as alterações mais importantes, mas que dura até um ano para que se complete, a mulher, gradativamente, retorna às suas atividades normais. O respeito aos cuidados recomendados nessa fase assegura uma tranquila e completa recuperação.

ESFORÇO FÍSICO

Ao chegar em casa, a agora mãe deve procurar descansar. Durante as duas semanas seguintes, as atividades devem aumentar gradativamente. É importante não se cansar demais. Sentindo-se bem, as restrições arbitrárias não são aplicáveis. As pacientes que têm melhor recuperação tendem a cometer abusos em suas atividades do lar, e são fortes candidatas a complicações indesejáveis. A maioria das mulheres acha difícil retomar integralmente aos trabalhos da casa pelo menos por duas semanas.

Se a mulher morar em local com escadas, no caso de parto cesariana, deverá utilizar as escadas o mínimo possível. Se tiver tido parto normal, há maior liberdade.

RELAÇÕES SEXUAIS

Poderão ser reiniciadas, aproximadamente, 30 dias após o parto, de maneira lenta e progressiva. É importante que o casal tenha em mente que naturalmente a mulher pode não ter desejo sexual logo no primeiro mês após o parto. Questões hormonais e de dinâmica da nova família constituída podem fazer com que as relações sexuais no puerpério fique em segundo plano. Importante salientar que, assim como em outros momentos da vida, a relação sexual só deve ser iniciada após o retorno do desejo.

A dor nas primeiras relações é bastante comum, principalmente a sensação de ardor. Isso ocorre independentemente de o parto ter sido normal ou cesárea. O ardor pode ser minimizado com o uso de lubrificantes. Importante que o casal converse bastante e descubra até que ponto a relação está confortável para ambos. Aos poucos, o relacionamento vai retornando ao normal, mas em alguns casos é necessário uma colaboração de medicamentos locais que deverão ser receitados pelo médico.

Os cuidados contraceptivos não poderão ser esquecidos, uma vez que, mesmo amamentando, outra gravidez pode ocorrer.

DIRIGIR AUTOMÓVEL

Não existe nenhuma restrição. Deve-se saber, entretanto, que há alterações dos reflexos e golpe de vista, podendo isso favorecer a um acidente. Procure dirigir por locais pouco congestionados e que não exijam muita habilidade do motorista. Andar em garupa de moto é totalmente contraindicado na gravidez e no pós-parto, não só pelos riscos de acidentes, como também pela eventual trepidação.

FLACIDEZ NA PAREDE ABDOMINAL

O retorno da musculatura abdominal à tonicidade normal ocorre lentamente. Nos primeiros dias após o parto, quando o intestino ainda não funcionou e a quantidade de gases está aumentada, a distensão pode ser grande, a ponto de se perguntar ao médico em tom de brincadeira “não foi esquecido um outro bebê dentro da barriga?”. Isso independe do fato de ter sido parto normal ou cesárea. A flacidez depende do grau de distensão durante a gestação (tamanho do bebê e quantidade de líquido amniótico, ganho de peso materno) e, basicamente, da constituição física da paciente.

Após o funcionamento do intestino melhora bem o quadro, embora o abdome possa continuar ainda um pouco distendido. Aproximadamente 15 dias após o parto, a parede abdominal já atingiu 70% de sua tonicidade normal, sendo o restante atingido com exercícios físicos, que deverão ser iniciados cerca de 2 meses após o nascimento do bebê, se o parto tiver sido cesariana. Os exercícios após parto normal podem ser iniciados mais precocemente. As cintas para gestantes, embora façam com que a paciente tenha liberdade maior nos movimentos (por se sentir mais segura) e uma melhor aparência, fazem com que a musculatura abdominal seja menos solicitada durante a movimentação normal do dia-a-dia, retardando, assim, o retorno do abdômen à sua tonicidade normal.

ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS

Nesta fase, a mulher passa por momentos de intensas emoções. O parto é a grande ruptura, pois, a partir dele, o bebê não faz mais parte do corpo da mãe, é agora, um ser indefeso e totalmente dependente de seus cuidados para sobreviver. Esta vivência é muito intensa, podem surgir sentimentos confusos e muito cansaço. Além disso, as solicitações do bebê costumam ser muito frequentes, o sono dos pais fica irregular, o que contribui para o maior estresse do casal. A tarefa de amamentar, no início, é difícil, pois a produção de leite da mãe leva uns dias para equilibrar-se com a necessidade do bebê. A puérpera experimenta momentos de insegurança e medo, principalmente em se tratando do primeiro filho. Depois que a adaptação se estabelece, todos serão recompensados e viverão muitas alegrias e prazeres.

Inicia-se, então, um processo de conhecimento através da Comunicação Não Verbal. Gradualmente, vai-se familiarizando com o novo ser, criando apego por aquele que acaba de chegar, e este processo nem sempre resulta naquele imaginado durante a gestação. A mãe entra em um estado capaz de se identificar com o bebê, isto é, colocar-se no lugar dele, e sentir quais são suas necessidades básicas.

O bebê se expressa por movimentos corporais, expressões faciais e pelo choro a forma que tem de demonstrar tudo que lhe incomoda.

A criança tem necessidade de colo, pois acaba de sair do ventre da mãe. Sua adaptação ao mundo ocorre gradualmente, e nesses primeiros tempos sente-se ainda pertencente ao corpo materno. Ela vai se desligando aos poucos, ao longo de seu desenvolvimento.

Não é uma tarefa fácil suprir as necessidades de um recém-nascido; exige tempo e paciência, e principalmente, requer que os pais “aprendam a olhar o mundo pelos olhos de seu filho”. Às vezes, pode ser difícil satisfazer as necessidades de estímulos sensoriais, porém, se esses estímulos forem correspondidos ativamente, renderão muitos dividendos na vida futura do bebê. Os recém-nascidos precisam viver a dependência, ser atendidos em todas as suas necessidades, pois são seres totalmente dependentes. Consequentemente, acreditarão no mundo e tornar-se-ão independentes, seguros e curiosos em descobrir tudo a seu redor. É nesta fase, que o bebê desenvolve a confiança básica. A partir dos cuidados que recebe, obtém segurança. E quando apresentados a um mundo amigável, desenvolvem a confiança, garantindo, assim, a base de sua personalidade.

O aleitamento materno possibilita que a separação brusca do nascimento não seja brusca e sim gradual. A criança só aos poucos irá sendo apartada de sua antiga existência uterina. Quando a mãe amamenta por bastante tempo e por diversas vezes, o mundo da criança ainda consiste, principalmente, em seu calor, apoio e movimento, de sua pulsação, de sua voz e de sua química corporal. É a partir daí que a criança adquire a compreensão de seu novo mundo; de diferentes temperaturas, texturas, luzes e sons. É da base familiar fornecida pelo corpo materno, que o bebê constrói o universo.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

As dificuldades, como a vivência do parto, a queda abrupta dos hormônios da gravidez, e as primeiras relações com o bebê, podem acarretar estados depressivos, ideias persecutórias, desejo de afastar-se, sensação de abandono. Estes sentimentos estão presentes em todos os casos, em maior ou menor grau. Quando são muito intensos, caracterizam-se pelo repúdio total ao bebê, a mãe não quer vê-lo, aterrorizasse com ele, permanece triste, afastada, ausente. A sensação dominante é de haver perdido a própria personalidade, e, assim, ser uma mera escrava do bebê e do ambiente onde está. Pode, inclusive, ter a sensação de que tudo conspira contra ela. Define-se este conjunto de reações como Depressão Pós- Parto.

O marido e a família podem colaborar de modo eficiente. É importante que não deixem a parturiente sozinha com o bebê. Tais sensações tendem a amenizar e se transformam em carinho para com o filho, em alegria pelo seu processo e crescimento. Acredita-se que, por volta da terceira semana, a mulher já deva sentir-se mais integrada, e reconhecendo sua potencialidade em ser mãe. Se essa colaboração da família não for suficiente pode ser necessário a busca de alguma ajuda externa terapêutica. É interessante informar ao médico sobre qualquer tipo de alteração de comportamento que a mãe possa apresentar.

RETORNO DA MENSTRUAÇÃO E DA OVULAÇÃO

O retorno da menstruação após o parto é bastante variável. A lactação tende a retardar a sua volta. Geralmente, se diz que a menstruação propriamente dita começa por volta da 6ª semana do pós-parto (aproximadamente 40 ou 50 dias), sendo que até essa época, ou até mesmo depois desse período, o sangramento vaginal pode ser contínuo. Porém, é bastante variável esse retorno na maioria das mulheres. Daí decorre o problema de contracepção: não se tem certeza da época da ovulação. Teoricamente mulheres que não amamentam já podem ovular 40 dias após o parto. As que amamentam é muito relativo, depende da frequência de mamadas e se o aleitamento é exclusivo. Porém, o mais comum é que com a paciente ainda amamentando, dificilmente a menstruação retorna.

Geralmente, enquanto a nova mamãe está dando o leite do peito, as menstruações não aparecem. Quando aparecem, vêm de maneira irregular em quantidade e duração alteradas. Isso não significa que a ovulação não exista e a gravidez seja impossível. Todos os cuidados devem ser levados em conta para que não ocorra uma gravidez precipitada e indesejada.

AMAMENTAÇÃO

A mãe que amamenta o filho forma com ele um vínculo tão forte que, só de vê-lo, sente o leite descer e até vazar de seus seios. Isso pode acontecer desde a primeira mamada.

O contato físico é de extrema importância quando mãe e filho se adaptam à nova situação. O bebê sabe onde encontrar seu alimento, mas tem que se ajeitar com o bico, com a maneira lenta ou rápida com que o leite flui, com o modo como a mãe o segura. A mãe, instintivamente, sabe como alimentá-lo, como lhe dar carinho e amor.

A hora do aleitamento é um momento íntimo em que as emoções da mãe passam para seu filho e vice-versa. A mãe tensa ou nervosa poderá encontrar alguma dificuldade no início, ao passo que a mulher descontraída sente um raro prazer em amamentar seu bebê, ficando tranquila e realizada quando ele suga de modo consistente.

Emocionalmente, mãe e filho têm extrema necessidade do contato físico proporcionado pela hora da mamada. Todo bebê tem a boca muito sensível, e goza a proximidade do bico do seio, de onde retira seu alimento. A mãe com as mamas repletas sente alívio e satisfação quando seu filho as esvazia. É nesse sentido de paz que ela sente o amor de seu bebê. Mesmo bastante novinho, ele demonstra, com sua avidez e satisfação, quanto a mãe lhe é necessária. A medida que o filho cresce, esse amor ainda se torna mais evidente, porque, ao mamar, o bebê coloca a mãozinha no seio da mãe e a olha com ternura.
É na hora de mamar que a criança sente o calor da mãe, sua pulsação, a proximidade querida que lhe dá segurança e tranquilidade. Quando mãe e filho formam uma boa dupla de amamentação, essa experiência é valiosíssima, pois confere, à mãe, maturidade emocional. Ela se dá inteiramente ao filho, segue um ritmo, compreende suas necessidades.

É na hora de mamar que a criança sente o calor da mãe, sua pulsação, a proximidade querida que lhe dá segurança e tranquilidade. Quando mãe e filho formam uma boa dupla de amamentação, essa experiência é valiosíssima, pois confere, à mãe, maturidade emocional. Ela se dá inteiramente ao filho, segue um ritmo, compreende suas necessidades.

A partir daí, a mulher se torna espontânea, e o aleitamento passa a ser um ato tão natural que ela pode, inclusive, ler, comer ou conversar no telefone enquanto amamenta. É o momento em que mulher e filho formam um só todo, e o bebê sente a continuação da proteção e do calor que gozava no útero materno. A amamentação é uma atividade que deixa a mulher ainda mais feminina e, sendo mais mulher, seu relacionamento com o marido e os outros filhos se torna ainda melhor.

Dicas para uma boa amamentação

  • Introduza na boca do bebê, o bico e a aréola, de tal maneira que o bico se posicione no céu da boca, tomando cuidado para que o nariz não seja tampado impedindo a respiração do bebê.
  • Ofereça as duas mamas, começando sempre pelo mais cheio, ou pelo último da mamada anterior.
  • Se a mama estiver muito cheia, o bebê pode ter dificuldade de pegar. Neste caso é bom extrair um pouco de leite antes de dar o peito: pressione primeiro a aréola e depois faça massagem de cima para baixo. Caso persista a dificuldade em esvaziá-lo, faça massagem no banho morno de chuveiro.
  • Se você precisar interromper a mamada, coloque seu dedo mínimo no canto da boca do bebê e pressione levemente; assim ele larga o bico.
  • Não use bombinhas de borracha para extrair o leite.


Dificuldades da amamentação

  • Tenha paciência e seja firme! As dificuldades e o possível fracasso serão maiores quanto menor for a preparação e conscientização da futura mãe no período pré-natal. O médico que acompanhar a gestante deverá assumir todo o processo para o futuro sucesso da amamentação.

Algumas vezes pode-se deparar com algumas dificuldades:

Bico dolorido – o que fazer:

  • Colocar a criança primeiramente na mama menos dolorida evitando a primeira sucção forte do bebê faminto, quando, muitas vezes, o leite ainda não está descendo. Se ambos estão doloridos, esprema o bico até que o leite venha, colocando em seguida o bebê no peito.
  • Faça com que o bebê pegue corretamente, abocanhando a aréola (área escura) e não o bico.
  • Após a mamada, espere secar os bicos com o próprio leite antes de se vestir. Deixe uma camada de ar entre o bico e o sutiã; pode-se usar um pequeno coador de chá protegendo o bico. O uso de protetores próprios para este fim podem ser indicados.
  • O bico rachado pode sangrar; você pode ver sangue na boca do bebê e ele pode até vomitar sangue. Não se assuste, não há perigo nenhum.

Seio “empedrado” – mamas ingurgitadas

O leite se acumula formando “caroços” duros e dolorosos. O que fazer:

  • Ofereça a mama que estiver mais ingurgitada e deixe o bebê sugar bastante. Após a mamada, se necessário, faça massagem manual espremendo firmemente o local. A depender de cada caso, a massagem das mamas pode ser realizadas antes de colocar o bebê para mamar.

Mastite (inflamação/infecção do seio)

O seio fica vermelho, dolorido e a mãe sente-se doente, com dores no corpo , febre e calafrios. O que fazer:

  • Faça contato com o seu médico;
  • Faça compressa fria úmida por 10 a 15´ após as mamadas. Compressa quente dependendo da situação em caso de estimular a vasodilatação para melhorar a drenagem do leite e em seguida faça a compressa fria úmida após a mamada ou ordenha.
  • Há casos em que é necessário o uso de anti-inflamatórios e antibióticos. Fique tranquila. Isso não prejudica o aleitamento.

“Doutor, o leite está secando”

  • Mamadas curtas, porém frequentes, quanto mais o bebê suga mais leite é produzido.
  • Procure repousar, procure ambiente calmo, beba água, e amamente de novo.
  • Manter hidratação é muito importante. Mulheres com bebês pequenos geralmente se esquecem de tomar agua.
  • Nunca dê mamadeira para “ajudar”.
  • Sempre que tiver dificuldades procure orientação do seu médico. Não aceite conselhos de leigos bem intencionados, mas mal orientados

ANTICONCEPÇÃO NO PÓS-PARTO (PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO)

O fator restritivo nesse período em que a mulher necessita fazer contracepção é o fato de estar amamentando. A amamentação retarda o retorno da fecundidade, mas não impede que ocorra ovulação e consequente gestação. Daí a necessidade de a puérpera (mulher no período do pós-parto) proteger-se de maneira eficaz.

A maioria dos métodos anticoncepcionais não afeta a lactação e pode ser utilizado praticamente com a mesma segurança de quando não se está amamentando.

MÉTODOS NÃO-RECOMENDÁVEIS

Pílula anticoncepcional oral combinada:
Contém estrogênio, que pode reduzir a quantidade de leite e a duração da amamentação, devendo, portanto, ser desaconselhada. Além disso o estrogênio pode passar para o bebê através do aleitamento.

Continência periódica (“tabela”, temperatura basal e muco cervical):
O retorno da menstruação nessa época é bastante variável, ficando a paciente, na maioria das vezes, sem nenhum sangramento vaginal, sem menstruação. Isso impede o uso desse método, pois a ovulação, se houver, é completamente imprevisível.

MÉTODOS RECOMENDÁVEIS

Minipílulas:
É um preparado contendo comprimidos de baixa dosagem de um único hormônio, a progesterona, administrado de modo contínuo, por via oral. Não inibe a ovulação, mas em conjunto com a amamentação, é bastante eficaz. Age sobre o muco cervical, tornando-o pouco receptivo ao espermatozoide que, por isso, não consegue alcançar o óvulo dentro da tuba uterina. A grande questão aqui é a introdução de alimentos para o bebê. A partir de então não se consegue assegurar a efetividade do método. Preferencialmente deve-se optar por um método que pode ser usado no aleitamento e fora dele com a mesma eficácia.

Eficiência: Índice de falha 0,5 % a 1% (esse índice é bem maior se a paciente não estiver amamentando).

Pílulas com desogestrel
São pílulas anticoncepcionais constituídas por um hormônio chamado desogestrel (progestagênio). É de uso diário e não deve ser realizado pausas. A vantagem em relação as minipílulas é que pode ser usado durante o aleitamento e fora dele.

Hormonal Injetável Trimestral:
Pode ser aplicado após o parto como dosagem única do hormônio progesterona e reaplicado a cada 90 dias. Age da mesma forma que a minipílula, porém funciona até mesmo depois que cessar o aleitamento.

DIU (Dispositivo Intrauterino):
O DIU é um dispositivo colocado no interior do útero, criando um ambiente inadequado para a sobrevivência do espermatozoide e impedindo, assim, seu encontro com o óvulo. É feito de um material semelhante ao plástico (polipropileno), e tem um complemento em cobre.

Época da Colocação: em condições normais deve ser colocado com a paciente menstruada, por ser a introdução mais fácil, e há a certeza de não existir gestação. No pós-parto, entretanto, sua aplicação pode ser realizada de 6 a 8 semanas após o nascimento do bebê, desde que se tenha a certeza de que a paciente não está grávida.

Eficiência: Índice de falha de 1 a 1,5%.

Contraindicação:

  • Doença inflamatória ginecológica.
  • Gravidez, ainda que suspeita.
  • Hemorragias uterinas de causa ainda não esclarecida.
  • Alterações do formato do útero (diagnosticadas pelo médico).
  • Cólica menstrual intensa, pois a tendência será de acentuar tal característica, podendo chegar à intolerância absoluta.

Endoceptivos com hormônio – levonorgestrel (Mirena)
É um dispositivo intrauterino que libera um hormônio não prejudicial à amamentação. Tem durabilidade de até 5 anos e não apresenta efeitos colaterais importantes. É feito de plástico, contém levonorgestrel, similar a progesterona, que já existe no organismo e age normalmente nas 2 semanas que antecedem a menstruação. Mede 3 cm e, inserido no útero, libera este hormônio em doses mínimas diárias (20 microgramas).
Não são necessários cortes nem incisões cirúrgicas; geralmente não há necessidade de anestesia, mas algumas pacientes podem preferir o uso de algum sedativo a fim de minimizar a cólica no momento da inserção, que, por sinal, é bastante rápida (segundos). Após a inserção podem ocorrer algumas dores semelhantes a cólicas menstruais que, de modo geral, desaparecem em algumas horas. Os analgésicos podem ser utilizados desde que não estejam contraindicados.

Um ultrassom transvaginal deve ser realizado antes e após a inserção para determinar, com precisão se o endoceptivos está na posição correta. Os endoceptivos com hormônios, geralmente, mesmo que estejam em local não perfeito dentro do útero ainda possuem ação pela presença do hormônio. Um fio de nylon se exterioriza para a vagina, mas não atrapalha em nada a relação sexual. É imperceptível.

É pouco provável que o endoceptivo saia do lugar, entretanto, se ocorrer aumento incomum do sangramento ou da cólica menstrual, o médico deve ser consultado.

Como age: sua ação é local, torna o muco do canal do colo uterino, por onde passam os espermatozoides, mais espesso (dificulta assim a passagem dos espermatozoides); inibe a motilidade e função dos espermatozoides dentro do útero e trompas; inibe o crescimento do endométrio (camada que reveste o útero por dentro e é onde os embriões se implantam no caso de gravidez), tornando-o desfavorável à gestação, o que resulta em um sangramento mais curto ou inexistente: age, portanto, apenas onde é necessário, não interferindo no restante do organismo.

O endoceptivo já previne a gravidez e assim que é inserido é muito eficaz. Age por 5 anos, mas pode ser retirado em qualquer tempo. Ao ser extraído do útero, a fertilidade retorna, geralmente, em 1 mês. Pode ser realizado em qualquer fase da vida. Fora da amamentação, o endoceptivo diminui ou acaba com a menstruação, a TPM e a cólica menstrual num período aproximado de 3 meses. Caso não haja adaptação, pode ser retirado com facilidade. É útil no tratamento de Miomas e da Endometriose, e não há necessidade de ser ingerido diariamente, o que evita o uso inadequado, como acontece com os anticoncepcionais. Os efeitos colaterais são mínimos. As mulheres usuárias de endoceptivo não apresentam quaisquer alterações de peso acima daquelas que não usam o produto, ou seja, não engorda!

Implantes Hormonais (Implanon)
É um bastão de plástico, do tamanho de um palito de fósforo (4 x 1mm), que libera mínimas quantidades diárias de etonogestrel (progestagênio). Ele vem dentro de um aplicador e deve ser inserido, com anestesia local, no braço (6 a 8 cm acima da dobra do cotovelo). O implante é invisível e não provoca incômodos. A inserção é realizada no consultório e dura alguns minutos, o bastão ficará alojado no tecido subcutâneo (camada de gordura abaixo da pele).

Como age: seu mecanismo de ação, diferente do endoceptivo, é a inibição da ovulação. Os efeitos colaterais também são mínimos, é semelhante ao endoceptivo e apresenta as mesmas vantagens (sem risco de uso inadequado, como anticoncepcionais orais, é prático, não eleva níveis de estrogênio, melhora ou acaba com a TPM, diminui ou desaparece o fluxo e a cólica menstrual), pode ser usado no período de amamentação e ajuda no tratamento de Miomas e da Endometriose. O bastão dura 3 anos, e para sua retirada é necessária uma pequena incisão de 2 mm na pele com anestesia local. Da mesma forma que o endoceptivo, este método, testado e aprovado por mulheres do mundo inteiro, tem sido aceito pelo organismo com baixo potencial de efeitos.
Efeitos Indesejados: os efeitos colaterais do endoceptivo e implante, quando presentes, são muito discretos, sendo que nos primeiros 3 meses podem ocorrer pequenos “gotejamentos” de sangue fora do período menstrual. Algumas mulheres podem ter dor de cabeça ou abdominal e aumento na sensibilidade dos seios.

Camisinha ou Condom (Preservativo masculino ou Camisa de Vênus)
É um dos mais antigos anticoncepcionais. Atualmente, é fabricado de fina espessura, seco ou pré-lubrificado, vestindo completamente o pênis.

Eficiência: Índice de falha = 3%.

Normas de uso para uma eficiência adequada

  • Não iniciar a relação sem o preservativo, pretendendo colocá-lo “mais tarde”.
  • Desenrolá-lo totalmente, pois a colocação apenas na extremidade faz com que caia durante o ato.
  • Deixar um espaço entre a extremidade do membro e o fundo do preservativo para coletar o sêmen.
  • Após a ejaculação, retirar o membro antes que se torne flácido. Caso contrário, pode haver refluxo do esperma.

Diafragma
É um preservativo de uso vaginal. Constitui-se de uma barreira mecânica à aproximação dos espermatozoides. É uma cúpula de borracha com um anel rígido circundante que encobre o colo uterino. Deve ser usado sempre com a adição de um gel espermicida para evitar, caso o material ejaculado alcance o útero, a fecundação. O uso
do diafragma pressupõe boa aceitação. A paciente deve aceitar uma vida sexual programada e não se opor em colocar um objeto na vagina com seus próprios dedos.

Pela premeditação que impõe no relacionamento sexual, é considerado por muitas clientes como “antirromântico”, conceito provido de certa coerência. Somando-se essa ideia ao fato de precisar ser removido e reinserido a cada relação sexual, conclui-se que o seu uso necessita de constante motivação. Encarando-se esses “pequenos problemas” de uma maneira otimista, o casal poderá aceitar este método e se beneficiar de sua inocuidade e eficiência.

Eficiência: Índice de falha = 2 a 3% (desde que usado concomitantemente com a geleia espermicida).

Causas de falha do diafragma

  • Não usá-lo em todas as relações
  • Não ajustá-lo conforme se deve
  • Não usar a geleia ou creme espermicida
  • Tirar o diafragma logo após o coito
  • Fazer ducha depois de tirar o diafragma

Diafragma defeituoso por

  • Fabricação defeituosa
  • Perfurações causadas pela unha
  • Perfurações ou rasgões causados pela idade ou por substâncias químicas usadas na limpeza
  • Exposição excessiva ao calor.

Camisinha Feminina
É também um preservativo de uso vaginal e funciona como um pequeno saco dentro da vagina com a borda na região externa. Embora seja bem indicado, a aceitação pelo casal é difícil.

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