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Envelhecimento dos ovários pode ser prevenido

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Não importa o quanto jovem uma mulher pareça, os óvulos envelhecem com o passar dos anos e não existe botox para eles

Um dos maiores problemas da fertilidade feminina é que a média de idade das mulheres que engravidam vem aumentando a cada ano. Se em um passado próximo o início da maternidade vinha aos vinte, hoje, a média de idade do primeiro filho supera os trinta, com tendência a aumentar. Atualmente, observa-se que um em cada cinco nascimentos é de bebês filhos de mulheres com idade superior a 35 anos.
Muitas razões provocaram esta evolução que se iniciou há algumas décadas quando as mulheres passaram a ter opções para o controle de natalidade. Controle esse que suas mães e avós não tiveram, pois não podiam determinar a época desejada de gravidez usando os métodos anticoncepcionais de hoje, totalmente reversíveis. Desde essa época, a mulher passou a adiar à gestação e perseguir um status profissional na carreira desejada.
Entretanto, tudo isso pode ter um preço alto, uma vez que estimula os casais a buscarem seu primeiro filho numa fase de declínio da fertilidade quando ocorre o envelhecimento ovariano. Muitas mulheres, em uma idade mais avançada mantêm uma aparência física jovial, mas o mesmo não acontece com os ovários e os óvulos. Os ovários refletem a idade cronológica da mulher. Não importa o quanto jovem ela pareça, os óvulos envelhecem com o passar dos anos. Não existe botox para eles!
O envelhecimento ovariano (também conhecido como reserva ova¬riana) pode ser definido como a perda da saúde reprodutiva dos ovários e óvulos (oócitos) e está associado a um declínio no número de folículos ovarianos. Os hormônios tornam-se insuficientes, falta ovulação, diminui a fertilidade, as menstruações se tornam irregulares, depois escassas, vão cessando gradualmente e, finalmente, desaparecem completamente de forma irreversível. Este fenômeno é conhecido como menopausa e geralmente ocorre em uma idade média de 51 anos.
Em circunstâncias normais, a diminuição acentuada da função ovariana começa entre 45 e 50 anos de idade. Se a mulher tiver esta perda aos 40 anos, clinicamente chamamos de envelhecimento precoce do ovário ou insuficiência ovariana. O ovário começa a não funcionar adequadamente tanto como órgão endócrino quanto como reprodutivo. Isto é o envelhecimento ovariano prematuro. Após os 45 é esperado um declínio natural da função ovariana com o passar dos anos, o que é chamado de perimenopausa ou transição da menopausa.
As mulheres não produzem novos óvulos após o nascimento. A reserva ovariana decresce com a idade e, para algumas, a fertilidade já começa a diminuir a partir dos 30 anos. O grau de declínio varia de mulher para mulher, mas o envelhecimento começa após os 35 anos e permanece de forma contínua até a menopausa.
Um conceito de envelhecimento ovariano precoce tem sido estudado e sugere que algumas mulheres terão problemas de fecundidade em uma idade precoce. Várias hipóteses têm sido examinadas com base na literatura existente. A idade média da menopausa tem permanecido relativamente constante ao longo dos tempos. Este fenômeno é largamente controlado por fatores genéticos, mas existem algumas influências ambientais, como o hábito de fumar, que provoca uma antecipação da menopausa em um ou dois anos. Um estudo prospectivo demonstrou que a idade média da perimenopausa é 47,5 anos (definida pela irregularidade do ciclo) e a média da menopausa, 51,3 anos.

Por que os ovários podem envelhecer tão rápido?

O envelhecimento ovariano natural pode ser explicado de duas maneiras: pela genética (pelo encurtamento dos telômeros) e pela diminuição do funcionamento e número das mitocôndrias. Entretanto, principalmente nos tempos modernos, existem outros fatores que têm influencia importante no processo de envelhecimento prematuro dos ovários.
Hoje em dia, mais mulheres estão enfrentando a pressão elevada de trabalho, bem como distúrbios psicológicos. Todos os dias sentem-se cansadas e cheias de tensões. Fumam, dormem mal, bebem mais, algumas até usam drogas ilícitas, outras fazem exercícios em exagero, passam por um estresse demasiado e possuem hábitos alimentares inadequados.
Estes problemas podem causar o envelhecimento prematuro dos ovários e levar à síndrome da menopausa prematura. De acordo com uma pesquisa, 27% das mulheres por voltado dos 30 anos podem ter início dos sintomas da menopausa. O envelhecimento precoce do ovário pode ser uma razão para o envelhecimento físico prematuro da mulher.
Muitas acreditam que não ter menstruações pode ser melhor. Não entendem isto como um problema e, portanto, não se tratam. Como resultado, elas só percebem o problema do envelhecimento prematuro quando não conseguem conceber. O homem também tem diminuição da sua fertilidade, mas de uma forma mais branda.

O envelhecimento natural: a genética e os telômeros

Os telômeros ou telômeros (do grego telos, final, e meros, parte) são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de DNA que formam as extremidades dos cromossomos, que são os componentes do núcleo da célula responsáveis pela transmissão das características hereditárias. Sua principal função é manter a integridade estrutural do cromossomo.
Os cientistas acreditam que o envelhecimento celular está relacionado a essas estruturas. Durante a divisão celular, os cromossomos são duplicados, de forma que as células-filhas recebam um patrimônio genético idêntico ao da célula-mãe. Mas, a cada duplicação, os cromossomos perdem uma parte de seus telômeros, até que estes chegam a um tamanho crítico, a partir do qual a célula para de se dividir. É o encurtamento dessas estruturas que provocam o envelhecimento das células.
Cada vez que a célula se divide, os telômeros são encurtados. Como estes não se regeneram, chega a um ponto em que, de tão encurtados, não permitem mais a correta replicação dos cromossomos e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão.
Os telômeros são longos nas células jovens, fragmentam-se à medida que a célula envelhece até chegarem a um mínimo, no qual a célula morre. Como defesa a esse fenômeno, existe a enzima telomerase, que funciona como protetor dos telômeros e tem influência crucial nos tipos de células. Esta enzima foi descoberta por Liz Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak, que receberam o Premio Nobel em 2009.

Células germinativas, que se replicam a vida toda, possuem a atividade da telomerase sempre alta e, portanto, seus telômeros não se encurtam e essas células não morrem.

O que ajuda a evitar o envelhecimento?

Além de praticar exercícios físicos frequentemente, ter um bom sono, uma alimentação rica em alguns alimentos como ômega 3 e evitar o estresse excessivo, uma vitamina pode ajudar e muito a evitar o envelhecimento, a D.
A vitamina D, produzida quando a pele é exposta à luz do sol, pode ajudar a desacelerar o processo de envelhecimento das células e teci¬dos, de acordo com pesquisadores britânicos. Um trabalho científico do King’s College London, chefiado pelo médico Brent Richards e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, avaliou 2.160 mulheres com idades entre 18 e 79 anos, e verificou a concentração de vitamina D no sangue, comparando esse dado ao comprimento dos telômeros. Foi observado que aquelas com níveis mais altos de vitamina D no organismo tinham maior probabilidade de ter telômeros mais longos em suas células. Esse estudo ainda não chega a comprovar causa e efeito, mas acredita-se que a vitamina D pode aumentar a atividade da telomerase.
O Sol é a mais importante fonte de vitamina D. Mas os seres humanos conseguem obtê-la não apenas graças à exposição à luz solar, mas também por meio de dieta e de suplementos vitamínicos.
São fontes naturais ricas em vitamina D os óleos de fígado de peixe, salmão, sardinha, cavalinha, aveia, gema de ovo e produtos fortificados com vitamina D.

Coenzima Q10

A Coenzima Q10 ou Quinona Q10 é uma substância natural do nosso organismo, presente em quase todas as células humanas. A CoQ10 desempenha um papel essencial na capacidade celular de produzir ATP.
Seu uso pode substituir a Transferência de Citoplasma (chamada por alguns, de modo inadequado, de “óvulos turbinados”), procedimento no qual se realiza a transferência do citoplasma de óvulos de mulheres jovens (com mais mitocôndrias) para as mais velhas, compensando a perda da fertilidade.
Embora a sua realização tenha demonstrado um aumento das taxas de gravidez, seu uso é proibido por lei e pelo código de ética médica por formar embriões com 3 origens genéticas (uma vez que as mitocôndrias também têm DNA).
Recentes publicações da revista da Sociedade Americana de Re¬produção Humana (ASRM-American Society of Reproductive Medicine), demonstraram que suplementos dietéticos ricos em Coenzima Q10, além da complementação em comprimidos, podem melhorar o funcionamento das mitocôndrias, a produção de energia, a maturação dos óvulos e a formação de embriões melhores e com maior chance de implantação. Isto é, a Coenzima Q10 faz o papel semelhante à transferência de citoplasma e, portanto, pode aumentar as taxas de gravidez. No homem já foram demonstrados efeitos positivos na qualidade do sêmen.

Fontes alimentares: A Coenzima Q10 encontra-se em grandes concentrações principalmente em produtos de origem animal como: carnes, aves e pescados, como sardinha, cavalinha e arenque. Óleos vegetais como óleo de soja, canola, girassol, e oleaginosas são boas fontes de arenque. Óleos vegetais como óleo de soja, canola, girassol, e oleaginosas são boas fontes de CoQ10 também.

Outras fontes com menor teor de CoQ10:

• Vitamina B2: ovos, leites, queijos, vegetais verdes folhosos, ervilha e feijões.

• Vitamina K: leite e seus derivados, farelo de aveia, cenoura, frutas como kiwi, abacate, ameixa, figo, amora, mirtilo e uvas. Vegetais verdes como salsa, rúcula, espinafre, agrião, alface, couve, escarola, brócolis, repolho e pepino. Azeite, óleos vegetais e oleaginosas também são boas fontes.

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