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A idade da mulher é a principal causa de infertilidade do casal

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11. congelamento de óvulos
12. Home

O mundo das mulheres mudou para melhor. Com papéis estabelecidos no mercado de trabalho, dedicam-se de forma intensa à vida profissional, aumentam a exigência de um parceiro ideal para ser o pai de seus filhos e terminam por retardar o momento de ter o primeiro filho. Entretanto, o sonho da maternidade permanece e acompanha estas mulheres que adiam a gestação para priorizar a carreira e a estabilidade financeira. A cada ano que passa, as estatísticas demonstram, elas procuram engravidar do primeiro filho em uma idade mais avançada, e esse desejo só se torna real em uma idade superior à ideal (próximo aos 40 anos). Esse modelo de maternidade, que envolve praticamente todas as culturas do mundo, fez com que a idade avançada se tornasse o principal motivo que dificulta ou até impede que as mulheres tenham seus filhos (Figura 1). Pelo menos com os próprios óvulos e não com óvulos doados. Atualmente, de cada seis gestantes atendidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, uma tem mais de 35 anos. Na década de 1970, a taxa era uma a cada 20. No Laboratório Fleury, em São Paulo, cerca de 35% das gestantes têm mais de 35 anos, e 15% mais de 40 (Revista “Fleury-saúde em dia” edição 22, de abril/2011). No IPGO, esse aumento tem sido progressivo nos últimos anos. A cada ano cresce o número de mulheres maduras, que já alcançam até 60% dos casais que buscam um tratamento, estando hoje acima de todas as outras causas de infertilidade (endometriose 40%, problemas do homem 50%, problemas de tubas 30%). Há dez anos essa proporção era de no máximo 10%. É evidente que os cuidados com os bons hábitos e estilos de vida são importantes. O peso ideal, exercícios físicos, não fumar, não beber, tomar pouco ou nenhum café, evitar a proteína animal, tomar vitaminas e ter cuidados gerais com a fertilidade masculina, como o aquecimento dos testículos, têm um impacto significativo nas causas de infertilidade. A determinação de ter relações sexuais com hora marcada e na época certa da ovulação são importantes, mas podem causar algum prejuízo no lado romântico das relações afetivas, o que considero o lado bom da vida conjugal. Esses detalhes são pequenos, mas podem fazer a diferença na vida de um casal. A ciência tem tentado fazer a sua parte. Altas doses de hormônios, mudanças de protocolos de indução de ovulação, novas drogas, novas técnicas de laboratório etc. são avanços tecnológicos que têm ajudado muito os casais a engravidar. Entretanto, é impossível aplicar técnicas milagrosas quando já não existem mais óvulos adequados para serem fertilizados. O médico Juan Garcia Velasco da Clinica IVI – Madrid, na Espanha, explica essa dificuldade na frase: “Nós não podemos estimular folículos (óvulos) que não existem” (“We cannot stimulate follicles wich do not exist”). Por isso, apesar de todas essas medidas, é inevitável a queda natural da fertilidade da mulher ao longo dos anos.
Há evidências muito bem estabelecidas na literatura sobre essa queda mostrando tal diminuição após 35 anos, que chega a cair em 50% dos 25 para os 35 anos. Isso se deve a vários fatores, entre eles o fato de a idade afetar o numero de folículos disponíveis para a ovulação.
A menina, quando nasce, tem nos seus ovários um número predeterminado de óvulos, que é em torno de 1 a 2 milhões. Quando chega à idade fértil, possui apenas 300 mil óvulos capazes de ser fecundados. A cada ciclo menstrual, para um óvulo que atinge a maturidade, aproximadamente mil são perdidos. Segundo esse processo contínuo e normal, após os 35 anos o número de óvulos capazes de serem fertilizados estará diminuído.
Além de diminuir o número de óvulos, sabe-se também que este passar dos anos afeta a integridade cromossômica e o funcionamento das mitocôndrias (organelas que, dentro da célula, são responsáveis pela fonte de energia). Isso, além de diminuir a taxa de gravidez, aumenta as chances de abortos e de malformações fetais, como por exemplo a Síndrome de Down (Figura 2). Com isso, a chance de uma gravidez espontânea vai caindo naturalmente, sendo mais frequente a necessidade do uso de técnicas de reprodução assistida – e mesmo estas terão menor chance de sucesso.
Assim, de todas as dificuldades, a que chama mais atenção é, sem dúvida, a idade da mulher, o envelhecimento dos óvulos. Por tudo isso, quando o tempo de espera pela gravidez não puder ser antecipado, o congelamento dos óvulos pela técnica de vitrificação é a melhor maneira de preservar a fertilidade. Esse procedimento, infelizmente, ainda é pouco divulgado.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Congelamento (vitrificação) dos óvulos

É importante divulgar que os melhores resultados são obtidos em mulheres com menos de 32 anos, e por isso elas devem ser alertadas da perda do seu potencial reprodutivo com o passar dos anos. Congelar óvulos é relativamente fácil, seguro e tem poucos riscos, embora não seja muito barato. Doze óvulos congelados aos 28 anos oferecem 50% de chances de gestação ao serem fertilizados aos 40.

Como é feito o congelamento de óvulos passo a passo

Podemos dividir em duas partes:
A) 1ª parte: congelamento propriamente dito.
B) 2ª parte: descongelamento e fertilização para se obter a gravidez, quando desejada.

A) 1ª parte: o congelamento propriamente dito.

1- ESTÍMULO DO CRESCIMENTO DOS ÓVULOS
A estimulação dos ovários tem o objetivo de produzir um número maior de óvulos para serem congelados. Normalmente a mulher, em cada ciclo menstrual, produz um único óvulo (eventualmente dois), o que é pouco para um congelamento e para garantir uma reserva de óvulos que produza bons resultados de gestação. A grande maioria desses medicamentos é injetável e administrada pela via subcutânea. As dosagens são reguladas de acordo com as necessidades de cada paciente e pelos exames realizados sistematicamente durante essa fase (hormônios e ultrassom).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

2 – BLOQUEIO DOS HORMÔNIOS DO ORGANISMO

Tem o objetivo de impedir que a ovulação ocorra antes do momento da captação dos óvulos e de garantir a maior precisão no acompanhamento do desenvolvimento folicular (óvulos). Esse bloqueio pode ser realizado em uma fase precoce (antes do início da estimulação ovariana – Agonista GnRH) ou mais tardia, ao redor do 5º/ 6º dia do ciclo, após já ter sido iniciada a estimulação dos ovários. Essa medicação é chamada de Antagonista GnRH. A decisão pelo bloqueio precoce ou tardio é uma decisão médica e vai depender de cada caso. Com um acompanhamento ultrassonográfico seriado, determina-se o momento adequado para administrar outro medicamento (o último), específico para ocorrer a maturação dos óvulos, chamado HCG. A ASPIRAÇÃO DOS ÓVULOS deverá ocorrer ao redor de 35 horas após essa injeção. As doses e os horários das medicações têm influência direta no horário da captação dos óvulos. Os efeitos colaterais são discretos, e os mais comuns são dores de cabeça, perda de apetite, leve dor abdominal e no local das injeções. Nesse último caso, a massagem e o calor local (compressas) podem aliviar os sintomas.

3 – ASPIRAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS ÓVULOS

Esta é a fase final. A paciente deverá comparecer ao Laboratório de Reprodução Humana aproximadamente 34 horas após a administração do último medicamento (HCG). Em jejum e em um horário preestabelecido, em uma sala adequada, será dada uma medicação para que ela relaxe e durma por alguns minutos. Com auxílio do ultrassom, uma agulha especial e um aparato para sucção, os óvulos são colhidos e encaminhados para análise. Após ficar aproximadamente 30 minutos em um quarto em repouso, a paciente será liberada, podendo executar atividades normais no mesmo dia, mas que não exijam destreza ou concentração (pelas próximas 24 horas).

*Veja o vídeo (clique aqui)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

• Congelamento (vitrificação)
Após a aspiração, os óvulos são separados, cultivados e classificados quanto à sua maturidade. Poderão permanecer vitrificados por tempo indeterminado. A técnica de congelamento por vitrificação assegura resultados excelentes nos tratamentos de fertilização in vitro. A taxa de gestação por essa técnica é semelhante ao estado “fresco” das células, diferente do congelamento lento (pouco usado hoje em dia), que provoca a formação de cristais de gelo no interior das células, que consequentemente danificam a qualidade das mesmas. A vitrificação foi criada pelo Dr. Masashige Kwayama da Clinica Kato, em Tóquio, no Japão, e difere pela rapidez com que atinge a baixa temperatura (-196º), produzindo um estado vitreo no embrião ou óvulo e impedindo a formação de cristais de gelo e os consequentes danos celulares. A velocidade da diminuição de temperatura no congelamento convencional é de 0,3 ºC por minuto, ao passo que na vitrificação é de 23 ºC por minuto ou seja, 70 vezes mais rápido.

B) 2ª parte: descongelamento e fertilização para se obter a gravidez, quando desejada.

• Descongelamento e fertilização dos óvulos na época definida pela paciente
AMOSTRA SEMINAL: São colhidas no dia indicado para a fecundação. Após a preparação adequada, a amostra é examinada e encaminhada para o processo de fertilização.
No descongelamento, os óvulos são aquecidos e retirados do meio conservante que os manteve no período em que estiveram vitrificados. Em seguida, são encaminhados para o processo de fertilização.
O preparo do útero para receber os embriões é extremamente simples, pois a necessidade de medicamentos é mínima. Isso pode ser feito até dentro de um ciclo ovulatório absolutamente natural, espontâneo, com a presença somente dos hormônios produzidos pelo próprio organismo.

4 – FERTILIZAÇÃO DOS ÓVULOS PELO ESPERMATOZOIDE

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Posteriormente, a fertilização poderá ocorrer de duas maneiras:

1) FIV clássica:
Os óvulos são colocados em uma incubadora no laboratório, junto dos espermatozoides, em condições ambientais semelhantes às encontradas na trompa uterina – local onde normalmente ocorre a fecundação.
2) ICSI
Quando a quantidade de espermatozoides for pequena, os óvulos são fertilizados através da micromanipulação dos gametas, injetando-se um espermatozoide em cada óvulo – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide.

3) ICSI Magnificado, Super-ICSI ou IMSI (Intracytoplasmic Morfologically Select Sperm Injection).
É uma técnica que identifica com precisão os espermatozoides com maior capacidade de fertilização, quando tiverem alterações no seu formato (morfologia alterada), vacúolos motilidade e no DNA (fragmentações do DNA).

*Veja o vídeo (clique aqui)

Em qualquer uma dessas técnicas, após 18 horas da coleta dos óvulos, é confirmada a fertilização e, assim, passam a se chamar EMBRIÕES.

5 – TRANSFERÊNCIA DO(S) EMBRIÃO(ÕES) PARA O ÚTERO

A paciente deverá comparecer ao Laboratório de Reprodução Humana no horário predeterminado e sem estar em jejum. Sem necessidade de anestesia, é introduzido um pequeno cateter flexível pela vagina em direção ao colo do útero, até atingir a cavidade uterina. É um momento nobre e delicado, que exige certo virtuosismo do profissional executor. A transferência de embriões deve ser da maneira menos traumática possível. A passagem do cateter precisa ser com um movimento delicado, pois as chances de gravidez têm muita ligação com esse momento. Trata-se de um procedimento simples, mas que exige tranquilidade, um bom relaxamento da paciente e experiência do médico. Após essa etapa, a paciente deverá ficar deitada na mesa ginecológica por cerca de 20 minutos, retornando posteriormente para casa com atividades físicas limitadas e orientada com as devidas medicações. Atualmente, com a alta tecnologia dos laboratórios em identificar os melhores embriões, o numero de embriões transferidos, raramente ultrapassa dois.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

6- SUPORTE HORMONAL

Após a transferência dos embriões, realiza-se um controle rigoroso das condições hormonais a fim de mantê-los em níveis satisfatórios para um adequado desenvolvimento embrionário intrauterino. Assim, ao redor do 5º dia após a transferência dos embriões, é realizado um exame de sangue para essa avaliação, o qual é repetido no 11º dia após a transferência, juntamente com o teste de gravidez. Se houver necessidade, são modificados ou acrescentados medicamentos hormonais para normalizar eventuais deficiências.

As mulheres devem ser avisadas de que a gestação é preferível antes dos 35 anos pois é mais segura e com maior probabilidade de se ter um bebê saudável, quando se compara a gravidez em idades mais avançadas.

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